APP-Sindicato cobra protocolo para prevenção de covid-19 nas escolas

Sindicato também reivindica teste gratuito para os(as) profissionais da educação

A APP-Sindicato notificou as secretarias da Educação e do Esporte (Sesa) e da Saúde (Sesa) cobrando a divulgação de um protocolo de prevenção da covid-19 específico para o ambiente escolar. O objetivo é também orientar a categoria nos casos em que o(a) servidor(a) está trabalhando na escola e tem o diagnóstico da doença confirmado.

“Várias escolas estão apresentando casos de profissionais da educação que se infectaram e adoeceram em virtude do coronavírus, pois foram obrigados a quebrar o isolamento social e irem às escolas para entregar e receber atividades impressas, fazer o atendimento pedagógico, além da entrega de merenda”, relata a dirigente responsável pela Secretaria Geral da APP-Sindicato, professora Vanda do Pilar Santana.

O problema aumenta quando algum(a) servidor(a) tem o diagnóstico da doença confirmado. Segundo a professora, devido a falta de documento com orientações, a decisão sobre o que deve ser feito acaba ficando a critério de cada direção de escola.

De acordo com Vanda, nesses casos a direção deve comunicar a ocorrência imediatamente à secretaria de Saúde do município e ao Núcleo Regional de Educação e o(a) profissional precisa solicitar atestado médico para afastamento do trabalho.

Mas o sindicato reivindica um protocolo também para que fique claro quais os equipamentos de proteção individual devem ser utilizados, por exemplo, e sobre a necessidade de fechamento e desinfecção da escola quando alguma pessoa infectada frequentou o local.

Outra reivindicação já apresentada pela APP-Sindicato é da oferta de testagem gratuita para os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola, já que, de acordo com as autoridades de saúde, algumas pessoas não manifestam sintomas, mas transmitem a doença.

Leia: APP-Sindicato reivindica teste de covid-19 para professores(as) e funcionários(as) de escolas

Vanda acrescenta que a APP-Sindicato é contra a realização de atividades nas escolas durante a pandemia do novo coronavírus. Para a entidade, a prioridade é a vida dos trabalhadores(as) e a manutenção dos seus salários e direitos. O sindicato defende o vínculo da escola com a comunidade e a reorganização do calendário escolar.

Recorde de mortes e infectados(as)

Segundo dados do boletim divulgado pela Secretaria da Saúde divulgou nesta quinta-feira (2), o Paraná registrou número recorde de casos e mortes pela covid-19. Em 24 horas, foram 2.060 novas confirmações e 44 pessoas perderam a vida.

O alcance da doença chegou a mais de 90% dos municípios paranaenses. Dos 399, apenas 36 ainda não registram diagnóstico positivo e, em 36%, 147 cidades, já ocorreram mortes pela doença.

Na semana passada, pelo menos duas profissionais da educação pública do Paraná entraram para essa trágica estatística. Naquela semana, a covid-19 matou uma professora de 39 anos, da rede pública municipal de Telêmaco Borba, e uma funcionária de escola da rede estadual, de 45 anos, que trabalhava no Núcleo Regional de Educação de Umuarama.