APP-Sindicato cobra demandas da Educação Profissional

Uma das solicitações é a abertura de matrículas dos cursos técnicos para o segundo semestre

Ofício formaliza cobrança do atendimento de demandas da Educação Profissional - Foto: APP-sindicato

A direção estadual da APP-Sindicato enviou, nesta quinta-feira (23), um ofício à Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) formalizando a cobrança da continuidade dos cursos técnicos, oferecidos pela Educação Profissional da rede pública estadual, a abertura de matrículas para a criação de novas turmas da modalidade e a prorrogação do prazo para as escolas registrarem no sistema as informações das turmas do primeiro semestre.

A secretária Educacional da APP-Sindicato, professora Taís Mendes, explica que as reivindicações da categoria já haviam sido apresentadas nos últimos dias à diretoria da Seed, por telefone, e ao próprio secretário, Renato Feder, em reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

No ofício, a APP-Sindicato justifica que a reivindicação de continuidade dos cursos técnicos e a abertura de novas matrículas tem como objetivo garantir aos(às) estudantes o direito de prosseguir com os estudos em andamento e a manutenção das condições de trabalho dos(as) educadores(as), possibilitando que as escolas atendam suas comunidades com qualidade.

“Defendemos o vínculo entre escola e estudante e o processo contínuo de aprendizagem. Por isso nossa defesa de novas matrículas e a continuidade dos cursos. O que não defendemos é a forma impositiva que a Seed faz ao não respeitar as condições de estudantes e professores, ameaçando os(as) estudantes de reprovação e os(as) e professores (as) na obtenção de resultados”, explica Taís.

Sobre a ampliação do período para registro das informações no sistema, o sindicato argumenta que toda a rede foi surpreendida com um prazo insuficiente, o que poderia colocar em risco o direito dos(as) estudantes.

No ofício, a APP-Sindicato também reivindica que a Seed faça orientação única, objetiva e só se utilize de revisão em situações extremas. “Mudanças contínuas só precarizam as relações de trabalho e desorganizam as escolas”, destaca o documento assinado pelo presidente, professor Hermes Silva Leão.