APP-Sindicato alerta sobre a exclusão social em época de pandemia

APP-Sindicato alerta sobre a exclusão social em época de pandemia

Defesa do Sindicato é pela igualdade de todos(as), sem preconceitos

Foto: Divulgação

Em tempos de pandemia o caos já está instaurado e a saúde de todos(as) merece cuidado.  Porém, agrava-se ainda mais quando o preconceito bate na porta. Junto com a Covid-19, a exclusão social está marcante para a população LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais). Além de tudo, o governo do Paraná colabora ainda mais para o desespero de professores(as) e funcionários(as) de escola PSS e que são LGBTI+, após a demissão injusta e arbitrária no mês de dezembro e sem possibilitar a prorrogação.

No cenário desesperador das demissões e do atraso de pagamento de 1/3 de férias, o governador Ratinho Junior demostra mais uma vez a falta de respeito com os(as) trabalhadores(as). Durante as demissões dos(as) PSS, inclusive, alguns(as) educadores(as) alegaram ter assinado ata por acusações feitas pela comunidade de serem ‘afeminados’ e não se darem ao respeito. O secretário Executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBT da APP-Sindicato, professor Clau Lopes, retrata neste contexto a situação da população LGBTI+ que já convive diariamente em condições não favoráveis no mercado de trabalho e nas atividades corriqueiras.

“Vivemos em um país onde o preconceito estrutural nesse período pandêmico coloca no mais alto nível de vulnerabilidade social e econômico a população LGBTI +, que, por sua vez, também faz parte da população pobre e muitos não foram liberados dos seus empregos (muitas vezes informal) por causa do isolamento social.  O que nos preocupa é o período após a pandemia, que será de ataque brutal para a saúde e outras condições básicas dessa população”.

Os números e a realidade – O pagamento do auxílio emergencial que está sendo feito pelos governos Federal e Estadual aos(às) cidadãos(ãs) desempregados(as), pessoas de baixa renda e outros(as) que também necessitam, está em torno de R$600,00, durante três meses. O valor não cobre nem metade dos gastos que das famílias brasileiras, em sua maioria nas favelas, onde cerca de 29 milhões não usufruem de saneamento básico e 6,2 milhões não têm água potável no país.  Pode-se prever que a desigualdade social será maior do que se pode imaginar após o período pandêmico.

Assim, a preocupação e o alerta da direção da APP-Sindicato, que repudia toda e qualquer forma de discriminação e exclusão social, buscando a preservação da vida e dos direitos de cidadania. Sabe-se que a desigualdade é um dos fatores determinantes na sociedade – e a identidade de gênero e orientação sexual – são delimitadores para retirar a garantia de cidadania de cada indivíduo, marcado por um sistema de opressão edificado nas dinâmicas da exclusão social.

Por isso, confirma-se a luta do Sindicato contra movimentos como o Escola Sem Partido, que reforça essas posturas intolerantes, colocando obstáculos até na empregabilidade da população LGBTI+, o que se explícita mais ainda agora na pandemia. “A estrutura discriminatória atinge a maioria da classe minoritária, que sofre duramente durante a pandemia, ou seja, o debate que cruza as condições econômicas e sociais com gênero não pode ser silenciado. Nos tempos de pandemia, a preocupação com a propagação da Covid-19 tem feito com que os governantes discutam medidas financeiras emergenciais para diminuir os danos e políticas para amparar as famílias atingidas com o isolamento social”, indigna-se Clau Lopes e pede para que a população e os governantes revejam as mediadas adotadas e as próximas decisões com mais respeito e humanidade.

CARTA ABERTA AOS GOVERNOS FEDERAL, ESTADUAIS E MUNICIPAIS DO BRASIL

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