A APP-Sindicato protocolou um documento junto a Secretaria de Estado da Educação (Seed) contra a terceirização e o remanejamento de Agentes Educacionais II que desempenham, no período noturno, a função de Administrativos de Internato nos colégios agrícolas e florestais da rede estadual. Comunidades escolares também se mobilizam e um abaixo-assinado on-line foi lançado para denunciar a situação, pedir apoio da sociedade e barrar remanejamentos.
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No requerimento, o sindicato destaca que a mudança é preocupante, já que a função exercida no ambiente de internato possui características próprias e alta relevância para a segurança, além de abrir brechas para agravar a terceirização na rede. “A substituição de servidores experientes e já capacitados por mão de obra terceirizada, sem a devida qualificação para a função, pode comprometer a qualidade do atendimento prestado aos estudantes e fragilizar a segurança institucional no período noturno”, enfatiza o texto.
Para evitar retrocessos, a entidade apresentou cinco solicitações à Seed, exigindo a manutenção imediata dos(as) funcionários(as) em suas funções e a suspensão de qualquer remanejamento para o período diurno sem uma discussão institucional adequada. Além de cobrar a permanência do quadro atual, a APP-Sindicato reivindica a abertura de diálogo com a comunidade escolar e o direito de acompanhar integralmente quaisquer estudos administrativos sobre a estrutura funcional dessas instituições, garantindo a participação sindical em todas as etapas do processo.
Abaixo-assinado
Famílias dos(as) estudantes e profissionais das escolas também pressionam o governo para barrar essa medida. Em Toledo, a comunidade do Colégio Agrícola Estadual de Toledo organizou um abaixo-assinado on-line pela manutenção dos Agentes Educacionais II na unidade.
>> Assine o abaixo-assinado: A permanência dos inspetores do noturno do Colégio Agrícola Estadual de Toledo -Pr.
A petição destaca preocupação com a possibilidade de terceirização, pois os adolescentes que estudam em regime de internato “precisam de pessoas responsáveis, fixos e de nossa confiança”. “O que o governo pretende fazer é colocar alguém que hoje está lá, mas amanhã já não estará, trocando o tempo todo de pessoas, o que pode desestabilizar o que já está funcionando corretamente há muitos anos”, completa o texto.
A mobilização em torno do tema chegou até a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Durante a sessão desta segunda-feira, o líder do governo, Hussein Bakri (PSD), comentou sobre o assunto. “Até quarta-feira, no máximo segunda-feira que vem, esse problema será resolvido com diálogo, transparência, com luta e dedicação, mas sempre ouvindo as pessoas”, afirmou o parlamentar.
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