APP reivindica a ampliação dos prazos da segunda etapa do concurso para a educação básica da rede pública estadual APP-Sindicato

APP reivindica a ampliação dos prazos da segunda etapa do concurso para a educação básica da rede pública estadual

Sindicato pede que seja estendido em dez dias o prazo para apresentar o vídeo, os planos de ação e de aula exigidos pelo edital

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A APP protocolou nesta terça-feira (29), ofícios dirigidos à Secretaria de Administração e Previdência (Seap) pedindo ampliação dos prazos da segunda etapa do concurso para a educação básica da rede pública estadual. O Sindicato pede que seja estendido em dez dias o prazo para apresentar o vídeo, os planos de ação e de aula exigidos pelo edital.  

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No documento, a APP argumenta que o prazo concedido (6 de setembro) é insuficiente para atender as exigências do edital. “Considerando-se que o edital foi publicado no dia 24 de agosto de 2023, são somente 11 dias para elaboração do vídeo até a data de início para postagem”, registra o ofício.

O sindicato argumenta ainda que a demora na divulgação de informações pelos organizadores do concurso não deve prejudicar os(as) candidatos(as): “É fato que todas as especificações técnicas e pedagógicas do edital 055/2023 já deveriam ser de conhecimento público dos(as) participantes do certame por meio do edital 011/2023, para organização, estudo e planejamento. Porém, como não houve informações com antecedência, pede-se que seja dado um tempo condizente para uma melhor preparação do plano de aula/ação e do vídeo”. 

>> Confira o Ofício Nº 100
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O ofício pede também que seja ampliado o prazo para postagem dos documentos da Prova de Títulos. Isso é necessário porque, para comprovar tempo no serviço público, o(a) candidato(a) deverá comparecer ao NRE para retirada do atestado, o que exige tempo. Esse prazo deve ser ampliado até 15 de setembro de 2023, pede a APP.

O mesmo ofício questiona a nota mínima para aprovação na prova prática. O edital fixa em 60% o mínimo de acertos para aprovação. A APP pede que esse percentual seja reduzido para 50, aumentando a possibilidade de aprovação e de preenchimento das vagas.

A Prova Prática deveria ser classificatória e não eliminatória, defende a APP: “A solicitação é que seja procedimento de caráter classificatório, oportunizando assim maior acesso ao cargo público e ampliando a concorrência dos(as) candidatos(as) para possível fila de espera de chamamento e afins”.

Banca

Em outro ofício endereçado à Seap, a APP apresenta questionamentos a decisões da banca que analisa os recursos dos(as) candidatos(as). Denúncias recebidas pelo Sindicato apontam que a banca responde de maneira genérica aos questionamentos.

Esse documento inclui relatos de candidatos com respostas idênticas da banca a questionamentos diferentes. “Temos a mesma resposta para concorrentes distintos, ficando evidente o despreparo técnico da banca avaliadora para dar a devolutiva quanto aos recursos, comprometendo a nota já aferida quando da correção da prova propriamente dita”, registra.

“Fato é que a banca, ao responder e justificar as questões que julga correta, tem demonstrado certo desconhecimento e despreparo, o que coloca em questão a lisura do certame quanto à capacidade da empresa que o está realizando”, diz o ofício.

A falta de clareza no edital é mais um ponto questionado, assim como a ausência de resposta da banca a recursos apresentados por alguns candidatos.

A APP solicita finalmente que seja ampliado o número de vagas do concurso, visando suprir as necessidades de contratação já apontadas pelo Tribunal de Contas. O concurso tem mais de 76 mil candidatos(as) inscritos(as) para concorrer a 1.256 vagas – 1.109 para professores(as) e 147 para pedagogos(as).

Sindicato cobra líder do governo

Em outra frente, trabalhadores(as) liderados(as) por uma comissão de dirigentes sindicais se reuniram na manhã desta quarta-feira (30), com o líder do governo na Alep, deputado Hussein Bakri (PSD).

Na ocasião, a comissão revelou os problemas que os(as) trabalhadores(as) que realizaram o último concurso enfrentaram. Entre eles, atraso na divulgação e prazos cursos, além de problemas com a banca que analisa os recursos dos participantes. O deputado se comprometeu em auxiliar a APP no pleito pela resolução dos problemas.

Também participaram da reunião os(as) deputados(as) Professor Lemos (PT) e Luciana Rafagnin (PT).


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