APP lamenta o falecimento do ator e diretor Milton Gonçalves

APP lamenta o falecimento do ator e diretor Milton Gonçalves

Cada trabalho de Milton demonstra seu talento artístico e consciência política e social

A APP-Sindicato lamenta imensamente o falecimento de Milton Gonçalves, ocorrido nessa segunda-feira (30).  Ator, diretor e ícone da TV brasileira, Milton morreu no Rio de Janeiro, aos 88 anos de idade.

Cada trabalho de Milton demonstra seu talento artístico e consciência política e social.  Ele venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento do trabalho dos negros na TV e no cinema.

Conhecido por trabalhos marcantes em novelas como O Bem Amado, Pecado Capital e Sinhá Moça, Milton Gonçalves morreu em casa por volta de 12h30, devido a problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020.

Milton integrou o primeiro elenco de atores da TV Globo, onde fez mais de 40 novelas. Estrelou programas humorísticos e minisséries de sucesso, como a primeira versão de A Grande Família (1972). Sua atuação como Pai José na segunda versão da novela Sinhá Moça (2006) valeu a indicação para o prêmio de melhor ator no Emmy Internacional.

A última novela da qual participou foi O Tempo Não Parta (2018), quando interpretou o catador de materiais recicláveis Eliseu. Depois disso, esteve na minissérie  Se Eu Fechar os Olhos Agora (2019), encarnando o aposentado Orlando. 

No cinema, Milton estrelou mais de 50 filmes, como “Cinco Vezes Favela” (1962), “Gimba, Presidente dos Valentes” (1963), “A Rainha Diaba” (1974), “O Beijo da Mulher Aranha” (1985), “O Que É isso, Companheiro?” (1997) e “Carandiru” (2003).

Coroando sua carreira e reafirmando sua condição de ator popular, Milton foi homenageado em 2022 pela Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, do Rio, com o enredo que contou a história de luta e sucesso dele.

 

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