A APP inicia nesta segunda-feira (3) ampla mobilização para barrar a privatização de mais 97 escolas pelo governo Ratinho Jr. Dirigentes sindicais, professores(as) e funcionários(as) de escola estarão à tarde na Assembleia Legislativa, a partir das 14h, entregando documentos a deputadas(as) e exigindo que sejam suspensas as consultas às comunidades escolares sobre a entrega dos estabelecimentos a empresas privadas. Muitas dessas escolas já rejeitaram a privatização no ano passado, mas o governador insiste em manter o assédio sobre elas.
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Na segunda (3), na terça (4) e na quarta-feira (5), haverá atos públicos nos Núcleos Sindicais e os(as) dirigentes se reunirão com representantes dos Núcleos Regionais de Educação para tratar da questão. A mobilização contra a ampliação da terceirização segue na quarta-feira (5), com ato em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação em Curitiba, a partir das 10h. O objetivo principal é conseguir uma reunião com o secretário Roni Miranda, para barrar a consulta às escolas.
A estratégia de mobilização inclui também organizar denúncias de cada escola passível de privatização junto às Comarcas do Ministério Público; reunião com deputados(as) da região para cobrar a não realização das consultas, principalmente nas escolas onde ela já ocorreu no ano passado; reunir-se com lideranças da comunidade escolar, além de buscar apoio de lideranças religiosas, políticas, do movimento estudantil, dos movimentos sociais e populares.
A consulta às comunidades escolares aconteceria nos dias 17 e 18 de novembro. “Por que essa data? A consulta às comunidades em relação à escolha das direções será no dia 2 de dezembro. Escolas privatizadas, de tempo integral e militarizadas não têm escolha da diretores. Por isso o processo precisa anteceder a 2 de dezembro”, explica Antonio Frutuoso, assessor da APP.
Das 97 escolas que devem participar da nova rodada de votações, 41 já disseram “não” na consulta realizada no ano passado. Entre as 177 escolas consultadas em 2024, apenas 11 aprovaram aderir à terceirização. Mesmo assim, o governo implantou o modelo em 82 unidades, sob críticas de professores, estudantes e entidades da educação.
A APP tem recebido denúncias de que, ao contrário do que propagandeia o governo Ratinho Jr, as escolas privatizadas passam por problemas que vão desde a contratação de profissionais, cada vez mais precarizados, a situações em que os estudantes têm que pagar para tirar cópias de material didático.
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