Afastamento de educadores celetistas por morte aumenta 106,7% na pandemia

Afastamento de educadores celetistas por morte aumenta 106,7% na pandemia

Alta de mortes de trabalhadores da Educação supera até o de profissionais de atenção à saúde, que foi de 75,9%

Foto: APP-Sindicato

O número de trabalhadores(as) da Educação celetistas falecidos no Brasil durante a epidemia aumentou bem mais que a média nacional. A alta foi de 106,7% entre os educadores(as), ante um crescimento médio nacional de 71,6%. Os dados são do Boletim Emprego em Pauta, do Dieese, e comparam os primeiros trimestres de 2020 e 2021. O aumento de afastamentos por morte entre educadores celetistas supera até o de profissionais de atenção à saúde, que subiu 75,9% no período.

A alta nos afastamentos por morte de  trabalhadores(as) da Educação na pandemia supera também a dos segmentos de transporte, armazenagem e correio, que foi de 95,2%. Apenas três categorias tiveram aumento maior de mortes que a Educação: Eletricidade e Gás (142,1%), Informação e Comunicação (124,2%) e Atividades Financeiras, Seguros e Serviços Relacionados (114,6%).

O Paraná é o quinto Estado com maior crescimento no número de desligamentos de celetistas por morte, com alta de 100,4%, superando até São Paulo (+76,4%). Só Amazonas (437,7%), Roraima (177,8%), Rondônia (168,6%) e Acre (109,5%) tiveram aumentos maiores que o Paraná. Em números absolutos, o Paraná teve 1.854 afastamentos por morte no primeiro trimestre de 2021 – nos três primeiros meses de 2020 foram 925. São Paulo teve o maior número neste quesito, com 7.864 afastamentos por morte no primeiro trimestre de 2021.

O estudo do Dieese utiliza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria do Trabalho, que substitui o extinto Ministério do Trabalho. Entre médicos e enfermeiros, o aumento de afastamentos por morte chegou a 204 e 116%, respectivamente, embora o crescimento na categoria Atenção à Saúde Humana tenha sido de 75,9%, incluindo outros profissionais, como auxiliares e técnicos de Enfermagem.

O Boletim destaca a situação crítica do Amazonas (437,7%), onde os desligamentos por morte nas atividades de atenção à saúde humana aumentaram 9,5 vezes no período analisado, cinco vezes mais que a média nacional (75,9%) e quase duas vezes mais do que a expansão dos desligamentos por morte em todas as atividades econômicas daquele Estado.