A educação vai parar: Assembleia da APP aprova paralisação no dia 29 de abril

A educação vai parar: Assembleia da APP aprova paralisação no dia 29 de abril

Além da greve de um dia, educadores(as) aprovaram calendário de lutas e mobilizações para o próximo período

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A indignação dos(as) educadores(as) do Paraná com o massacre diário imposto pelo governo Ratinho Jr chegou ao limite.

Com 87% dos votos favoráveis, a categoria deliberou por parar o estado no dia 29 de abril em protesto contra o assédio, a pressão, as péssimas condições de trabalho, os calotes e o desrespeito.

A votação ocorreu em Assembleia Estadual online na manhã deste sábado (9). “De hoje até o dia 29 cada trabalhador(a) tem o dever de conversar com seus colegas e ajudar a construir um ato histórico. São nossos direitos e a nossa vida profissional que estão em jogo”, convoca a presidenta da APP, Walkiria Mazeto.

A intenção é levantar a bandeira da Data-Base e chamar atenção da sociedade para a situação de calamidade vivida por professores(as) e funcionários(as), da ativa e aposentados(as), dentro e fora das escolas.

A paralisação será marcada por um ato unificado com outras categorias que compõem o Fórum de Entidades Sindicais (FES), com concentração às 9h na Praça 19 de Dezembro e caminhada até o Centro Cívico.

Os núcleos sindicais da APP disponibilizarão transporte para educadores(as) do interior participarem do primeiro grande ato presencial da categoria desde o início do período pandêmico.

Memória de luta e de luto

A data tem um duplo significado, relembrando a barbárie de 29 de abril de 2015 protagonizada pelo governador Beto Richa, além de honrar os 75 anos de história do Sindicato, completados poucos dias antes, 26 de abril.

Autoritarismo, destruição de direitos, ataques à autonomia docente, pressão para o cumprimento de metas autoritárias, falta de funcionários(as), precarização da escola pública, terceirização, empobrecimento da categoria e benesses a empresários têm marcado a gestão de Ratinho Jr e Renato Feder.

“Vamos honrar o legado de lutas desta categoria e mostrar ao governo que não aguentamos mais. A hora é agora”, afirma Walkiria.

Se o massacre não para, a educação vai parar!

Confira o conjunto de mobilizações aprovadas na Assembleia:

1. Greve
– Aprovada PARALISAÇÃO no dia 29 de abril de 2022 (dia de greve).

2. Mobilizações
– Intensificar as visitas às escolas para debate sobre os temas da jornada de lutas e construção do 29 de abril.

– Realizar os Conselhos Regionais e reuniões ampliadas.

– Continuidade da Caravana da Educação (12 e 13 de abril – NS de no Curitiba Sul).

– Acionar as Câmaras Municipais e realizar atos, audiências e pronunciamentos sobre os 75 anos da APP e o 29 de abril, durante a semana de 25 a 29/04.

– 13 de abril – Dia D do FES (Fórum das Entidades Sindicais). Visitas às bases – debate da importância e defesa do serviço público e a data-base.

– 25 a 29 de abril – Semana Nacional em Defesa da Educação Pública / CNTE – debate nas escolas e lives da CNTE (19h).

– 26 de abril – aniversário da APP – 75 anos da APP. Live especial, resgate da memória e lançamento da Conferência Estadual da APP-Sindicato

– 29 de abril – dia de luta e mobilização – paralisação – pautas financeiras e pedagógicas. Ato estadual em Curitiba. Audiência pública. Mobilizar as redes municipais (se optarem por paralisação precisam convocar assembleia para aprovar a proposta).

– 30 de abril – Seminário internacional em preparação para o ato unificado do Dia do/a Trabalhador/a.

– 01 de maio – Dia do/a Trabalhador/a – Ato conjunto com a CSA e Centrais, incluindo os/as trabalhadores/as da tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu. Concentração às 10 horas, na Praça da Paz.

– 13 de maio a 10 de julho: Conferencias Regionais – etapas escolar, municipal, livre e regional

– Maio – Seminário de mobilização contra o uso das plataformas na educação e mobilização com aposentados/as (teto previdenciário).

– Integrar a mobilização dos/as estudantes e comunidades escolares: Fora UNICESUMAR, em data a ser definida.

– Aderir à Campanha de incentivo para retirada do título de eleitor/a pelos/as estudantes.

– Integrar junto com os demais movimentos os comitês populares na defesa da democracia.

– Continuidade das recepções ao Governador e Secretário da Educação e busca aos/às deputados estaduais nas regiões para debate da nossa pauta.

– Uso das mídias, redes sociais, rádios locais para mostrar nossa pauta, luta e resistência.

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