'Marcha das Vadias' exige o fim da violência contra as mulheres

‘Marcha das Vadias’ exige o fim da violência contra as mulheres


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A ‘Marcha das Vadias’ chegou ao Paraná. No último sábado (16), cerca de 500 pessoas saíram às ruas de Curitiba para lutar pelo direito das mulheres e contra violência sexual. A atividade foi acompanhada pela APP-Sindicato. No Brasil, além de Curitiba, já foram realizadas marchas no Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Brasília e Santa Catarina.

O movimento nasceu no Canadá, após um policial afirmar, durante uma palestra em uma universidade em Toronto, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vadias para evitar estupros. A secretária de Gênero e Igualdade Racial, professora Lirani Maria Franco Cruz, também participou da mobilização em Curitiba e avaliou a importância do ato.

“A participação da APP e da nossa representação da Marcha Mundial das Mulheres foi muito importante, pois uma das nossas bandeiras é exatamente esta: o enfrentamento da violência contra mulher, que está sempre relacionada ao corpo, que é visto como objeto e propriedade. Esta marcha dá visibilidade a esta questão, esclarecendo que o fato da mulher usar uma roupa mais justa ou decotada não dá direito a ninguém de se apoderar deste corpo”, analisou.

De acordo com Lirani, durante a marcha também foi ressaltado o aspecto cultural que reveste a palavra ‘vadia’. Ela lembra que quando uma mulher é rotulada como vadia, é vista, automaticamente, como prostituta. Esta mesma denominação (vadio), quando aplicada para um homem, tem um significado bem mais ameno: uma pessoa que não tem ocupação, um desocupado. “Até na questão da semântica a mulher é discriminada”, reafirma.

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