Os trabalhadores e estudantes paranaenses marcaram posição no ato comemorativo aos 10 anos lutas contra a privatização das empresas públicas do Paraná. Durante a manhã de terça-feira, 17, dirigentes sindicais, militantes e lideranças partidárias se reuniram no Plenarinho da Assembleia Legislativa para lembrar das conquistas do movimento que não permitiu a venda da Copel. A APP-Sindicato foi representada pela presidenta Marlei Fernandes de Carvalho, pelo secretário de Saúde Idemar Beki e pela secretário Educacional Janeslei Albuquerque.
No evento, além de depoimentos de trabalhadores e deputados que lutaram contra a venda da Companhia, foi debatido o risco que as empresas estatais correm com a proposta da criação da Agência Reguladora Estadual de Serviços Públicos, encaminhada aos deputados, mas retirada em seguida pelo governo estadual, que promete reapresentar a matéria com revisões no conteúdo.
Na tarde, os trabalhadores saíram em marcha da Praça Santos Andrade até a Assembleia Legislativa, dialogando com a população curitibana e mostrando que o que é patrimônio do povo paranaense não deve ser privatizado. O presidente da CUT, Roni Barbosa, lembrou em seu discurso da Eletropaulo, que foi privatizada pelo governo tucano paulista e hoje tem padrões de qualidade bem abaixo do esperado. São Paulo registra em média três apagões por mês.
Na avaliação dos organizadores, o ato foi um sucesso. Após a caminhada, os participantes ocuparam o plenário da Alep e ouviram de deputados da base governista e da oposição o apoio contra a privatização das estatais. Roni Barbosa foi convidado a falar em nome do movimento, que era basicamente composto por sindicatos da CUT, NCST, UGT e o movimento estudantil.

















