Aberto o XI Congresso Estadual da APP-Sindicato

Aberto o XI Congresso Estadual da APP-Sindicato


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Foi aberto na manhã de hoje (2) o Congresso Estadual da APP, na Associação Banestado, em Praia de Leste (Pontal do Paraná). Com o tema “Organizar, resistir e avançar: Socialismo ou barbárie”, o encontro será o grande momento de debate de conjuntura nacional, internacional e estadual, de pauta de ações da entidade e de reorganização interna via reforma estatutária.

O Congresso foi aberto com o hino socialista “A Internacional”, um símbolo histórico da luta dos trabalhadores contra a exploração do modo de produção capitalista e o anseio de uma sociedade justa. Ainda na abertura, a presidenta da APP, Marlei Fernandes de Carvalho, fez uma homenagem ao ex-presidente da APP-Londrina Aristides Schiochet, falecido ontem, extensiva a todos os lutadores da educação do Estado que já partiram.

Em sua fala, a presidenta a importância do congresso, no qual os 680 delegados representarão os anseios e opiniões de uma base constituída de 62 mil filiados, e que vai definir as ações de um novo período de luta. A missão do congresso também foi lembrada pelo deputado Professor Lemos (PT), ex-diretor da APP, que observou que é uma ocasião de articular as lutas não só da categoria, mas de todos os trabalhadores.

Marlei criticou as iniciativas privatistas do governo Beto Richa, por meio da instituição de Organizações Sociais (OSs), no que foi seguida por Rossano Rafaelle Sczip, do Movimento Avançando Sindical (MAS), do presidente da CUT-PR, Roni Anderson Barbosa, e dos deputados estaduais Tadeu Veneri (PT) e Professor Lemos. Veneri lembrou que os movimentos sociais devem estar atentos e mobilizados à ação dos grupos privatistas que aguardaram oito anos, desde o final do governo Lerner, para continuar a operação de desmonte do Estado.

Educação como prioridade – O professor José Geraldo Correa Junior, dirigente do Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeoesp), convidado ao Congresso, defendeu a prioridade absoluta de investimentos públicos na Educação. Ualid Rabah, da Federação das Entidades Árabes Palestinas (Fepal), notou que, apesar da difícil situação em que vivem os palestinos  -sob ocupação e cerco israelense -, seu povo deu prioridade absoluta à educação e obteve o zeramento do índice de analfabetismo já nos anos 70 e hoje tem um número recorde de mestres e doutores na região do Oriente Médio.

Prosseguir na luta – NA avaliação de conjuntura, embora tenham sido reconhecidos os avanços obtidos dos últimos anos, os participantes reconheceram que é preciso prosseguir com mais e mais conquistas. Lemos lembrou que a categoria obteve diversos direitos no Estado, como a equiparação (primeira parcela já conquistada), mas que é preciso ainda mais, como a extensão do vale-alimentação aos funcionários de escola.

A professora Ana Denise Ribas de Oliveira, da base do Sismac (Professores Municipais de Curitiba) e dirigente da Conferderação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE), comemorou a participação da sociedade civil na elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), mas observou que ele precisa ser aprovado no Congresso Nacional ainda neste ano.

Na mesa de abertura também não faltaram críticas à Administração Municipal de Curitiba, que vem tentando tolher a ação dos dirigentes sindicais. Ana Denise lembrou a reforma da Lei Orgânica do Município, que restringe a liberação de dirigentes; Marlei Fernandes observou que também o governo do Estado promoveu um ataque à organização sindical ao suspender a liberação do diretor Heitor Raymundo, do SindiSeab.

As atividades do Congresso continuam a ser transmitidas ao vivo pela internet no endereço www.fusionweb.com.br/app

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