Conjuntura estadual: a perpetuação das elites políticas

Conjuntura estadual: a perpetuação das elites políticas


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Na mesa de conjuntura estadual do Congresso Estadual na tarde desta sexta-feira, o professor Ricardo Costa Oliveira, do curso de Ciências Políticas da UFPR, trouxe aos congressistas o quadro de manutenção do poder político nas mãos de famílias tradicionais do Estado. A chamada nova geração de deputados estaduais, na verdade, nada tem de nova, pois é tão somente constituída de filhos de famílias tradicionais que substituíram seus ancestrais no centro de poder do Estado.

Com a afinidade própria das pequenas dinastias, estes “novos-velhos” políticos estão na base de sustentação do governo Beto Richa, que também prima pela prática do nepotismo – ele e seus parentes na administração custam ao Estado cerca de R$ 1,5 milhão por ano – e de compadrio em redes, para tentar construir uma base de poder. Diferentemente do seu pai, José Richa, Beto nasceu no meio do poder e, já habituado aos costumes políticos do Estado, notabilizou-se como um “pagador de promessas”, ao retribuir com cargos apoios recebidos.

Por um lado, Richa loteou postos importantes de seu governo para parentes, por outro vale-se da ausência de renovação dos agentes políticos e da rede de liames familiares, muito presentes na Assemblei, mas que se espalha pelo Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público.

O professor Oliveira observou que, mais do que qualquer interesse de movimentos sociais ou mesmo empresarial, o que vem pautando a tomada de postos políticos no Estado é a rede de amizades e parentesco, muito bem apropriada pelo atual governo. Isto, contudo, não dá a esta gestão um poder tão sólido, o que foi demonstrado com derrotas do atual governo na eleição da Federação das Indústrias e nos escândalos envolvendo aliados seus na Câmara Municipal de Curitiba.

As atividades do Congresso continuam a ser transmitidas ao vivo pela internet no endereço www.fusionweb.com.br/app

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