É enorme o esforço que tem sido despendido pelas 653 delegados e delegadas que participam do XI Congresso Estadual da APP-Sindicato durante as discussões levantadas no encontro. Para agilizar o processo, debates diferenciados estão sendo realizados por 11 grupos que discutem as políticas permanentes da APP.
Os temas abordados são: ‘Trabalhadores(as) em educação aposentados(as)’, ‘Contra a opressão de gênero e a exploração de classe’, ‘Avançar na educação das relações etnicorraciais e no combate ao racismo’, ‘Sou funcionário da educação: eu educo!’, ‘Trabalho, educação e saúde’, ‘A educação para o combate à homofobia’, ‘A APP-Sindicato e as questões ambientais’, ‘Juventude sindical e a construção do socialismo’, ‘Trabalhadores em educação municipais’, ‘Trabalhadores em educação com deficiência’, ‘Tecnologia da Informação na educação’.
O exame conjunto dos assuntos aconteceu nesta sexta-feira (2). Durante os trabalhos, os participantes trataram das políticas permanentes, isto é, daquelas que já são desempenhadas na estrutura da APP-Sindicato há algum tempo, e que têm algumas especificidades. De acordo com um o secretário de Organização da APP, professor Hermes Leão, que integra a coordenação geral do Congresso, este ano teve novidades.
“Nós já trabalhamos as políticas permanentes em congressos anteriores, mas neste XI Congresso conseguimos alguns ganhos políticos importantes, que são representados pelo aprofundamento dos temas diversidade, gênero, igualdade racial e saúde através das novas secretarias da APP criadas no último congresso”, apontou.
Segundo Leão, por conta da criação destas novas pastas, a entidade conseguiu avançar significativamente nestes temas, o que resultou em uma maior mobilidade e presença sindical nas instâncias que definem as políticas sobre estas áreas. A outra novidade, informou o coordenador do XI Congresso, é a criação de novas políticas permanentes nos debates. Foram elas: trabalhadores municipais, juventude e tecnologia e educação. “Essas políticas cresceram de tal maneira, que a coordenação viu que mereciam a criação de grupos de aprofundamento dessas temáticas. E este foi o grande ganho de hoje”, avaliou.
Para a presidenta da APP, que acompanhou o debate no grupo que discutiu a temática ‘Contra a opressão de gênero e a exploração de classe’, a metodologia dos grupos é muito positiva. “Foi um debate muito bom. A questão de gênero, por exemplo, é um tema que precisa ser aprofundado nesta conjuntura porque sabemos que é uma política que ainda não atingiu a sociedade de uma forma geral”, analisou.
Cuba – Nos debates, também houve espaço para os coordenadores apresentarem experiências de vida que auxiliaram no entendimento dos conteúdos. Foi o que ocorreu no grupo que debateu o tema ‘Juventude sindical e a construção do socialismo’. A professora Venilde Pedro de Oliveira falou sobre suas viagens – foram três – à Cuba na década de 1990.
“Contei que a minha primeira viagem ocorreu como turista e me senti frustrada. Não conheci o país de verdade. Nas vezes seguintes, integrando a Brigada Sulamericana de Solidariedade ao Povo Cubano, tive oportunidade de trabalhar no campo, participar de reuniões de formação e conhecer, de fato, o cotidiano de Cuba. Vi de perto um povo feliz, apesar do bloqueio econômico, e completamente politizado e consciente de viverem, ainda, a revolução cubana”, descreveu.


















