No entanto, no início da tarde, conforme informações repassadas pelos deputados de oposição, mais de 150 policiais, vestido à paisana, ocupavam a galeria do Plenário. Além disso, do lado de fora do prédio, dezenas de policiais – formando um cordão de isolamento – cercavam o prédio. Ninguém entrava, exceto com senha. Aos movimentos foram ‘concedidas’ apenas cinco permissões por deputado de oposição, que totalizavam 40 senhas.
Em vistas destas condições arbitrárias, os manifestantes decidiram não entrar na Alep. Na calçada da Assembleia, o grupo denunciava a truculência usada no dia anterior e o aparato repressor montado para impedir que o povo acompanhasse a terceira votação. Falas em solidariedade a estudante e assessora do mandato do deputado estadual Professor Lemos, Amanda Jaqueline, covardemente exonerada sob falsa acusação de facilitar a entrada dos manifestantes na Alep, também foram feitas.
Nesta sexta-feira, dia 9, uma reunião de organização do movimento contra o projeto acontece, a partir das 17h, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge), em Curitiba (Shopping Itália). Segundo a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e presidenta da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho, a luta não se encerra com a aprovação da lei. “Vamos estudar os encaminhamentos jurídicos e políticos. E vamos continuar denunciando tudo isso pois a sociedade precisa entender o que está acontecendo aqui”, avisa.
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