Diretoria da APP discute Educação Profissional e EJA com Seed

Diretoria da APP discute Educação Profissional e EJA com Seed


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Nesta quarta-feira (7), dirigentes da APP-Sindicato se reuniram com a superintende de Educação Meroujy Cavet para, novamente, debater a resolução de Porte das Escolas. Desta vez, o alvo dos debates foi o porte dos estabelecimentos de ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de Educação Profissional. No debate específico sobre EJA, na última parte da reunião, também estavam presentes representantes de diretores e diretoras de escolas estaduais de EJA. Presentes os municípios de Curitiba, Campo Mourão, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa.

Participaram da reunião a presidenta da APP, Marlei Fernandes de Carvalho, a diretora de Formação Sindical Janeslei Albuquerque e o diretor estadual de Imprensa e Divulgação Luiz Carlos Paixão da Rocha. Pela Seed, além da superintende, participou o chefe de Recursos Humanos Arnaldo Moreira, o diretor do Departamento de Tecnologia, Rogério Riva, a diretora da Educação Básica Maria Cristina Theobald, e as professoras Marilda Aparecida Diório Menegazzo e Margaret Sbaraini, do Departamento de Educação e Trabalho da Seed.

Já no início da reunião, a APP cobrou a disponibilização do simulador do novo porte para as escolas, conforme compromisso assumido anteriormente pela Secretaria. Segundo os representantes do governo, o simulador ainda não foi disponibilizado por problemas técnicos. Na próxima semana o sistema com o novo porte será encaminhado para todas as escolas. Este terá como base o mapa de matrículas das escolas referente ao mês de agosto de 2011.

Educação profissional – Integrantes da equipe da educação profissional da Seed apresentaram um estudo realizado sobre a situação da oferta desta modalidade no Paraná. Atualmente, estão matriculados cerca de 100 mil estudantes na Educação Profissional. Mas, segundo a Seed, verifica-se um índice muito grande de evasão e reprovação. No Estado a média de evasão e repetência, no modelo subsequente, por exemplo, ultrapassa os 30%.

Este foi um dos argumentos utilizados pela Secretaria para a justificativa da nova demanda destas escolas. Ainda como justificativa, a Seed argumentou que foi necessário realizar uma unificação das demandas entre as várias situações de oferta da Educação Profissional. O novo porte prevê demandas e funções iguais. Outro tema levantado pela Seed é de que havia vários cursos (181) que funcionavam sem a autorização do Conselho Estadual de Educação (CEE), situação que já foi regularizada.

A APP salientou a importância de realizar um debate amplo sobre as condições de oferta da Educação Profissional, na perspectiva de garantia de oferta pública com qualidade para os estudantes. O sindicato questionou a redução das horas de coordenação no novo porte.  Para a Seed, esta redução será suprida com a ampliação de pedagogos nestas escolas. Foi apresentada, durante o debate, a simulação do novo porte para algumas escolas de educação profissional.

A APP solicitou do governo que se abra a possibilidade das escolas se manifestarem em relação ao novo porte da educação profissional, a fim de considerar as especificidades das mesmas. A sugestão que foi considerada pela equipe da Secretaria de Educação.

Educação de Jovens e Adultos – Na última parte da reunião, o debate foi específico sobre a EJA.  Representantes de diretores de escolas da modalidade se somaram aos presentes para participar da conversa. Antes do debate em si, a  superintende de Educação fez uma explanação sobre os elementos que nortearam a confecção do Porte das Escolas para a EJA.

Vários pontos foram debatidos sobre a situação da oferta da modalidade no Estado. No entanto, entre as principais reivindicações das escolas está a autonomia para cada unidade escolar organizar o percentual de oferta individual ou coletiva.

Os presentes também discutiram a organização da demanda para as escolas. Os diretores salientaram que a demanda de matrículas das escolas só é completada no mês de março, após o período de Carnaval. E que o ideal é que as aulas fossem distribuídas com vistas a esta demanda. A Seed discorda. Argumenta a necessidade de planejamento anterior para pessoal e o impedimento de realizar pagamentos sem o efetivo trabalho.

A Seed também afirmou que solicitou um estudo da demanda das escolas de EJA para os Núcleos de Educação (NREs). Serão analisadas caso a caso as demandas das escolas.

Apeds – A reunião debateu, também, o funcionamento das Ações Pedagógicas Descentralizadas (Apeds). Atualmente, estão funcionando 841 Apeds na rede. Segundo a Seed, há um questionamento do Conselho sobre as condições das mesmas, visto a falta de laboratórios, bibliotecas e condições precárias de funcionamento de parte destas.

A APP ficou de agendar uma reunião com o CEE e as escolas de EJA para tratar do tema. Não há, da parte da Seed, orientação de fechamento das Apeds. Ainda sobre o tema, foi questionado o anexo do porte das escolas EJA, que estabelece um coordenador para cada oito Apeds.  Após debate a Seed, se comprometeu em realizar a alteração. Será garantido um coordenador ou coordenadora para cada oito turmas.

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