O Coletivo de Professores de Filosofia da APP se reuniu na noite desta quinta-feira (8), na sede estadual para retomar seus trabalhos e para lançar a iniciativa de grupos de trabalho, em conjunto com educadores de Sociologia e Artes, em cada um dos 29 núcleos sindicais do Estado. Participaram do encontro a presidente da entidade, Marlei Fernandes Carvalho, a secretária de Formação Política Sindical, Janeslei Albuquerque, o membro do Conselho Estadual de Educação Arnaldo Vicente, o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Ensino de Filosofia da UFPR (Nesef), Geraldo Balduino Horn, além de vários professores de Filosofia no ensino médio de Curitiba e do interior que vieram participar do Simpósio de Filosofia, promovido pela Secretaria de Estadp da Educação (Seed), no período de 6 a 9 de dezembro.
A proposta é articular em todo o Estado a luta contra mudanças desfavoráveis à Filosofia na matriz curricular do Ensino Médio. O professor Avanir Mastey, que participou da reunião, relatou os rumores acerca da redução da carga horária da disciplina.
O compromisso dos educadores seria, segundo ele, de manter não menos que duas aulas de Filosofia no ensino seriado e quatro no ensino em bloco. “Que os professores de Filosofia façam uma interferência das políticas educacionais, para se garantir a disciplina e assegurar conteúdos para a formação integral do ser humano”, afirmou.
A secretária Janeslei Albuquerque afirmou que não há resistência em se aceitar mudanças na matriz curricular, desde que isto se dê consultando-se previamente e levando-se em conta a posição dos educadores. “Como diz o secretário Flávio Arns referindo-se à educação especial: ‘nada sobre nós sem nós'”, observou Janeslei.
Para dar densidade ao movimento, integrarão as discussões educadores de Sociologia e Artes, outras disciplinas que correm risco de perder carga horária. Também foi articulada a preparação de um material no caderno desenvolvido pela APP para a Semana Pedagógica tratando do ensino de Filosofia.
Atividade – A secretária Janeslei demonstrou que o Coletivo de Professores de Filosofia foi bastante ativo até a promulgação da lei 11.684/2008, que restabeleceu as aulas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, que tinham sido banidas durante o regime militar em 1971 e substituídas, em vista do projeto político autoritário da época, por “Educação Moral e Cívica”.
A secretária lembra que a APP desempenhou um importante papel na luta pela aprovação da lei e observa que atualmente é preciso que os educadores das áreas de humanas estejam novamente vigilantes contra iniciativas que restrinjam as disciplinas. Segundo ela, hoje uma forte campanha da mídia tenta desqualificar o ensino das Filosofia e das demais ciências humanas na escola e isto pode se refletir em redução relativa destes conteúdos no Ensino Médio.
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