Com informações do ParanáBlogs
Resultado de 12 anos de investigação jornalística, a obra, que já vendeu mais de 120 mil exemplares no país, mostra o panorama nebuloso das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso e o concomitante enriquecimento pessoal dos agentes políticos tucanos na época no poder, tudo escamoteado por operações suspeitas e evasão de divisas.
No lançamento, muita gente já trazia o livro de casa, comprado nas livrarias que deixaram a solidariedade tucana para lá e lucram com o novo sucesso editorial. No salão do evento, o público se revezava e se espremia para ouvir as respostas bem humoradas do jornalista às perguntas feitas. O paranaense Amaury surpreendeu os participantes com o tom informal e até irreverente com que se dirigiu à atenta platéia.
“O pessoal do MST me pediu licença para editar uma versão do livro para as crianças e adolescentes, em forma de história em quadrinhos. É claro que eu dei a licença. E tem mais novidade. Vai sair o CD do ‘Privataria’, com músicas que fiz há alguns anos e que precisam de uns ajustes”, revelou Amaury.
Continuidade – No debate, foi lembrado que a privataria tucana não acabou, mas continua avançando no Paraná e em outros Estados por meio da “terceirização” da saúde e da cultura, decidida com apoio de deputados aliados do governador Beto Richa sem ouvir em nenhum momento a população. Foi sugerida a entrega de um relatório completo do processo dessa votação, acompanhado dos nomes dos deputados e das empresas que apoiaram suas campanhas eleitorais (obtidas no TRE), para o jornalista incluí-lo no “Privataria II”, em elaboração.
Amaury afirmou que só escreve com fatos e documentos que provem as denúncias, cabendo às entidades fazer os documentos chegarem até ele e que a CPI da Privataria no Congresso só sai com pressão popular. “O livro sozinho já tem dados e informações documentais mais que suficientes”, responde Amaury.

















