Nesta terça-feira (25), diretores da APP-Sindicato se reuniram com secretários de governo pela primeira vez no ano. O tema da conversa foi o novo modelo de saúde.
Participaram pela APP a presidenta Marlei Fernandes de Carvalho e os secretários Idemar Beki, de Saúde e Previdência, e Mario Sergio de Souza, de Assuntos Jurídicos. Também estiveram presentes o deputado Professor Lemos e Izaías Ogliari, presidente da APADE (Associação Paranaense de Administradores Escolares).
A reunião merece destaque por unir em torno do mesmo tema o vice-governador e secretário de Educação Flávio Arns, o secretário de Administração e Previdência (Seap), Luiz Eduardo Sebastiani e o superintendente do Departamento de Assistência à Saúde do Servidor (DAS), José Fernando Macedo. O sindicato foi convocado para a discussão por representar a maioria dos servidores públicos do estado (cerca de 100 mil), além de possuir uma categoria que sofre inúmeros problemas de saúde devido às más condições de trabalho.
O sindicato expôs a pressa desses profissionais que sofrem com a ineficiência do SAS. “Entendemos que um modelo como esse não se faz do dia para noite, mas já faz um ano que estamos nesta discussão”, cobra Marlei Fernandes de Carvalho. “Nós temos a maior boa vontade mas precisamos de algo palpável. Chegamos no limite. Temos que resolver essa situação”, completa Idemar Beki.
Sebastiani e Macedo se defendem, alegando a ampliação da estrutura do Hospital da Polícia Militar. “Chegamos a uma situação de ter que ‘apagar incêndio’ para manter a estrutura minimamente funcionando”, explica o secretário da Seap. Segundo eles, agora há condições de se trabalhar em um novo modelo. O vice-governador Flávio Arns colocou como prazo até o fim do semestre para que eles coloquem no papel o projeto.
Do que se foi estudado até agora, uma coisa é inevitável: qualquer que seja o modelo, ele precisará de mais recursos do estado. Sebastiani se compromete a conseguir o dinheiro necessário. Ele ainda sinaliza que gostaria de fazer convênios com hospitais públicos, a exemplo do Hospital Militar. Porém nada está decidido.
A insistência é pelo modelo de autogestão dos servidores. A descentralização urgente também foi discutida. Os dirigentes levaram casos de servidores que precisam se deslocar em grandes distâncias para fazer um simples exame.
Professor Lemos cobra a implantação do projeto de lei de saúde vocal e mental para professores. Idemar pede tratamentos de prevenção específicos para professores. “É só implantar os 33% de hora-atividade que vai reduzir bastante o número de educadores doentes”, provoca Mário Sérgio ao fim da reunião.

















