Escrito por: Luiz Carvalho, de Porto Alegre
Diante do ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, onde acontece o Fórum Social Temático, a presidenta Dilma Rousseff fez um discurso no iníco da noite desta quinta-feira (26) em que assumiu o compromisso de defender um modelo de desenvolvimento na RIO+20 capaz de contemplar as dimensões econômica, a social e ambiental. “Queremos que a palavra desenvolvimento apareça, de agora em diante, sempre associada à expressão sustentável.”
E as reformas?
“Caminhamos para a RIO+20, mas não temos solucionado um problema que eu considero gravíssimo, a votação da PEC 438, que trata do trabalho escravo. O tema do trabalho decente para nós é fundamental e essa agenda está paralisada no Congresso nacional. Dessa forma, não é possível falarmos em sustentabilidade se não discutirmos o mundo do trabalho e o trabalho decente”, comentou, para depois citar também a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, outro tema que interessa à classe trabalhadora e está parado no Legislativo.
Carmen disse ainda que a CUT não aceitará uma economia rotulada de verde nos moldes do que pensam os capitalistas sem responsabilidade nenhuma com sustentabilidade. “Vamos fazer a nossa parte e isso significa apresentar propostas, fazer as críticas e realizar uma grande mobilização durante a RIO+20, aqui em nosso país, para questionar o governo e questionar a forma como imaginam a economia verde. Temos que globalizar essa luta”, defendeu.
A mesma preocupação esteve presente no discurso do ambientalista boliviano, Pablo Solon. Porém, para ele, a América do Sul tem todas as condições de derrotar esse presente de grego. “Através do conceito de economia verde vemos a mercantilização da natureza. Mas, assim como vencemos a Alca (Área de Livre Comércio entre as Américas), venceremos a tentativa de mercantilizar os recursos naturais.”

















