O Cineasta Carlos Pronzato esteve na sede da APP ontem (01) para o lançamento de seu novo documentário chamado “Carlos Marighella – quem samba fica, quem não samba vai embora! “
O documentarista já fez filmes por toda a América Latina, todos de forma independente. Ele é argentino mas vive no Brasil e desta vez decidiu homenagear um dos principais militantes políticos da história brasileira. A principal ideia é desmistificar alguns paradigmas perpetuados após a morte do guerrilheiro, como o da culpa dos freis dominicanos pela entrega da sua localização para os militares.
A trajetória de Mariguella é pouco conhecida pela maioria da população. “A gente quer dar nosso aporte à transcendência dessa história que é fundamental para entender o passado e servir para trabalhar para um futuro diferente em um país que não consegue colocar na cadeia nenhum militar que provocou torturas, mortes e desaparecimentos. O Brasil tem uma matéria pendente que é a justiça, a verdade e a memória”, exclama Pronzato.
No documentário estão relatos de Carlinhos Marighella, filho de Carlos Marighella, do cineasta Silvio Tendler, do último líder da ALN, Carlos Eugênio Clemente, do jornalista e escritor Alípio Freire, da presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Rose Nogueira, do deputado federal Emiliano José (PT/BA), do militante dos Direitos Humanos Aton Fon e da ex-militante da ALN Guiomar Lopes, entre outros. O título ‘Quem samba fica, quem não samba vai embora’ é uma referência à carta homônima redigida por Marighella e endereçada aos revolucionários de São Paulo, em dezembro de 1968.

















