O processo de luta dos funcionários foi um dos temas reconstruídos na fala da presidenta da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho. O debate sobre a conjuntura política, as necessidades de melhorias nas condições de trabalho, a análise econômica dos atuais governos serviram para delimitar o panorama da construção da greve, prevista para 13 de março de 2013.
O secretário de Funcionários da APP, José Valdivino de Moraes, fez, na sequência considerações sobre a valorização da categoria, mencionando a importância do reconhecimento aos cursos de graduação e pós-graduação para agentes I e II da rede estadual. Com a promessa do Governo de, até o final de fevereiro, incluir na minuta a inclusão do reconhecimento da graduação dos agentes educacionais no Plano de Carreira do Quadro Próprio de Funcionários da Educação Básica (QFEB), a categoria se prepara para as próximas pautas de negociação. “De imediato, temos a emendas para o Plano de Carreira dos Funcionários que serão enviadas à Assembleia. Logo em seguida, vamos lutar pelas aprovações, para em seguida, buscar a equiparação salarial para além da Data Base.”, pontua Valdivino.
A valorização dos funcionários da educação vai além das questões salariais. A APP busca a formação continuada dos trabalhadores em políticas pedagógicas e educacionais, para isso, outra proposta foi levada ao Seminário: a criação de um curso superior de tecnólogo para profissionalizar os agentes II e a realização de cursos específicos nas áreas de meio ambiente, alimentação e segurança para os agentes de apoio.
Nas políticas a longo prazo em prol da carreira, os trabalhadores levantaram a necessidade de estudar as disposições do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para, até 2020, vincular para o pagamento de salário dos funcionários à receita do Fundo.
O auxílio transporte foi outro dos temas tratados durante a tarde. “Trabalhamos com a ideia que o benefício deve ser incorporado ao salário do servidor, para que possamos levar à aposentadoria e até a promover o equilíbrio na tabela dos professores e agentes educacionais II”, defende Valdivino. Para a categoria, a incorporação minimiza desigualdades e impulsiona a luta unitária.
Quem passou o dia envolvido com as atividades do Seminário avalia como positiva a ação. A agente educacional, Lauracy Veçoske, funcionária da educação há 29 anos, relata: “Indico a carreira de funcionário de escola para àqueles que desejam estudar, se aperfeiçoar, sempre. Quando temos um Seminário de Funcionários a gente se sente ainda mais valorizado, porque saímos daqui sabendo aonde a gente pode chegar na carreira”, relata.
O Seminário reafirmou a necessidade da reformulação no plano carreira, a luta pelo concurso público, a reposição salarial, e a formação continuada. “A vitória que tivemos em fazer o governo em recuar, naquilo que ele tinha nos tirado (a graduação para os agentes I e especialização para os agente II) isso é importante, mas não significa parar a luta!”, afirma a presidenta da APP.
Os funcionários e funcionárias de escola compõem a categoria de educadores pela qual a APP defende o respeito, a valorização e o reconhecimento. O conjunto dos trabalhadores da educação pública paranaense se reunirá, no dia 9 de março, em Assembleia Estadual para juntos decidirem as próximas ações da categoria.
Confira as outras matérias sobre o Seminário dos Funcionários (as) de escola preparadas pela APP:

















