Representantes da APP-Sindicato, da Confederação Nacional da Educação (CNTE) e do Instituto Federal do Paraná (IFPR) se reuniram, na última sexta-feira (2), para intensificarem as análises e ações para o processo de criação do primeiro curso superior de formação específica para funcionários e funcionárias de escola.
O curso superior em processos escolares é uma das mais expressivas reivindicações da APP. Por meio da Secretaria de Funcionários, a entidade trabalha na criação de um curso consistente, planejado para atender às rotinas e processos escolares e valorizar a formação dos agentes educacionais de todo o país. O secretário de funcionários da APP, Valdivino de Moraes, esteve junto com o professor João Monlevade, consultor do Senado na terceira reunião de um grupo de trabalho que está compondo a ementa do custo, processo longamente analisado nesta reunião acolhida para as adequações necessárias pelo IFPR.
“Defendemos que a carreira dos funcionários será, em nosso país, cada vez mais promissora. Por isso, entendemos que um processo de formação específica, contribuiu com a melhoria no plano de carreira e, para além, servirá para trazer ainda mais qualidade para a educação pública”, defende o Valdivino.
A iniciativa da APP, em conjunto com a CNTE, para criação do curso de formação específica, conta com o apoio do IFPR para formulação estrutural das aulas que serão ofertadas. Essa reunião teve como objetivo o estudo sobre a forma como o curso será implantado. “Foi uma reunião longa, estivemos por quase cinco horas discutindo a forma como as aulas serão estruturadas e transmitidas aos alunos. Trouxemos experiências de ensino e propostas de nível técnico para atender a perspectiva da criação do curso para agosto de 2014”, informou o professor Monlevade.
A formulação do projeto pedagógico curso tecnólogo, no modelo de Ensino à distância (EAD), com 2400 horas, duração de três anos e estrutura para oferta de quatro mil vagas iniciais, com perspectiva de ter esse número ampliado para 30 mil alunos atendidos no primeiro ano.
Investir em Formação – O secretário Valdivino reforça que, no Paraná, a educação pública estadual conta com aproximadamente 27 mil agentes educacionais, dos quais 15 mil concluíram o programa nacional de formação técnica, o Profuncionário. O programa existente hoje oferece as condições básicas e iniciais para o exercício do trabalho nas escolas. Os(as) agentes educacionais estaduais precisam cumprir o curso (com duração de 1260 horas) para a progressão na carreira. É importante salientar que as propostas de formação superior, não invalidada o Profuncionário, fornece também uma alternativa de um curso de nível superior e avanço de nível para a categoria.
A Secretaria de Funcionários da APP faz um alerta para toda categoria: “chamamos os dirigentes regionais da APP para que orientem, em suas regionais e municípios, os funcionários e funcionárias para participarem dos processos de formação. Temos a informação da Secretaria de Educação que, já está autorizado, a abertura de 90 novas turmas do curso do Profuncionário. Serão 2700 vagas para a formação dos nossos trabalhadores e trabalhadoras, com previsão de início em setembro, tendo em vista que os editais já estão sendo formulados pela Seed”, antecipa.
A APP disponibiliza aos Núcleos Sindicais e à toda categoria de trabalhadores da Educação oito vídeo-aulas com orientações sobre a participação no Profuncionário. Confira a sequência de materiais, que poderão ser utilizados nas escolas:
Aula 1: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 2: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 3: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 4: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 5: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 6: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 7: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Aula 8: Funcionários de Escolas: Cidadãos, Profissionais e Gestores
Da Secretaria de Formação, há também a orientação de que, de acordo com a Lei 12796/2013, (que gera o direito dos agentes educacionais de participarem do curso de profissionalização), cada funcionário deve exigir que o prefeito de sua cidade propicie a garantia de participação nos cursos de formação. Os trabalhadores e trabalhadoras que tiverem dificuldade na matrícula podem procurar diretamente o Instituto Federal da sua cidade ou região, ou ainda a APP-Sindicato.
Formação Superior em andamento – Nos próximos dias, uma ficha de inscrição online será publicada no site da APP para que e entidade tenha um levantamento do número de interessados em cursarem o curso superior de formação.











