Finalmente, na tarde de ontem, depois de diversas negociações na tentativa de encontrar um hospital que aceitasse ser prestador de serviço ao Sistema de Assistência à Saúde (SAS), a Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap) fez o anúncio da definição pelo Hospital da Cruz Vermelha de Curitiba, localizado na Avenida Vicente Machado, no Batel, para assumir temporariamente o atendimento do SAS aos servidores públicos de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.
Mesmo com alguns setores da Polícia Militar se manifestado contra a escolha do hospital, a prestação de serviço do Hospital da Polícia Militar (HPM) ao SAS, foi iniciada em (2011). Neste ano, a piora na prestação do serviço, com falta e precarização dos atendimentos, criou-se uma situação ainda mais insustentável para o servidor do estado, acabando também, por denunciar a total falta de interesse por parte do HPM em renovar esse contrato. Diante disso, o governo do estado foi obrigado a anunciar um pregão para a escolha de uma nova instituição.
Em junho, o pregão foi suspenso porque a única empresa interessada, o Hospital Evangélico, não apresentou a documentação necessária exigida. O governo do Estado então, foi obrigado a optar por uma contratação emergencial de seis meses, até que uma nova licitação seja feita.
O HPM seguirá com o atendimento ao SAS até 19 de agosto. A partir do dia 20, o Hospital da Cruz Vermelha assumirá pelo período emergencial. Servidores que estiverem internados no HPM, permanecerão no local até que recebam alta.
Segundo a Seap, o servidor será atendido no Cruz Vermelha, com a apresentação da carteira de identidade. Um telefone 0800 ainda será disponibilizado, assim como a possibilidade de marcação de consultas pela internet.
Quanto à estrutura para o atendimento, o Hospital da Cruz Vermelha recebe em torno de 500 pacientes por dia, volume que deverá dobrar com a entrada dos servidores estaduais. Um prédio próximo à sede do hospital, na Avenida Vicente Machado, está sendo reformado para concentrar o atendimento ambulatorial aos beneficiários do SAS. Com a mudança, o espaço que anteriormente foi reformado para este atendimento, localizado no prédio anexo à Paraná Previdência, retornará para à perícia médica.
Segundo Marlei Fernandes de Carvalho (Presidenta da APP-Sindicato), depois de seis meses que o contrato do HPM venceu, o mesmo ainda vem atendendo com contrato emergencial. Agora, se faz um contrato emergencial com o Hospital Cruz vermelha, que vem a ser uma solução paliativa, e não resolve a situação atual dos servidores. O atendimento precário do Sistema SAS, cirurgias e procedimentos urgentes já agendados que são cancelados sem a minima explicação e orientação para a solução dos mesmos, demonstra a necessidade de implantação de um novo modelo de saúde urgente!
Contamos com a mudança de postura do governador do Estado, que vem sendo de total falta de sensibilidade e interesse com a saúde dos servidores, para a implantação imediata da proposta do governo referente ao Novo Modelo de Saúde, que já foi apresentada ao Forum das Entidades Sindicais dos Servidores do Estado do Paraná. (FES), e que tem contemplado na maioria, a pauta de saúde defendida pelo FES. Agora, o que estamos aguardando, é o agendamento da próxima reunião para que a decisão seja apresentada, ou seja, o governo vai assumir a implantação desse Novo Modelo de Saúde? Questiona Idemar Beki, secretário de Saúde e Previdência da APP.
Secretaria de Saúde e Previdência da APP-Sindicato











