Aberto seminário Por uma Escola sem Racismo

Aberto seminário Por uma Escola sem Racismo


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Foi aberto nesta manhã o Seminário Por uma Escola sem Racismo, promovido na sede estadual pela Secretaria de Gênero, Igualdade Racial e Direitos LGBT – Coletivo Estadual de Combate ao Racismo. Na abertura, foram discutidos os 10 anos da Lei nº. 10639/03, que inclui no currículo oficial a temática História e Cultura Afro-Brasileira. A atividade segue hoje à tarde e à noite, terminando amanhã.

A professora Elizamara Goulart, secretária de Gênero, Relações Étnico-Raciais e Direito LGBT da APP-Sindicato, a luta contra o racismo na escola se reveste de especial importância. Segundo ela, o racismo está disseminado na nossa sociedade e pode ser percebido claramente na reação à vinda de médicos cubanos ao país. “Essa educação que temos ainda no Brasil em que uma elite branca é formada para ocupar os cargos que a elite julga ser de importância, de relevância e de ascensão social”, afirmou. Já o coordenador do Coletivo, professor Celso José dos Santos, observou que é grande a responsabilidade das lutas do sindicato contra todas as formas de preconceito – o machismo, a homofobia e o racismo, ainda presente nas escolas.

Nas palestras, o professor Marco Antônio Soares, secretário de políticas sociais da CNTE fez um balanço dos 10 anos da Lei sob a ótica da confederação. Segundo ele, um dos grandes entraves é a formação inicial e continuada de professores para tratar do tema. De acordo com o professor, não houve planejamento estratégico para que a lei fosse implantada. “Para fazer a inserção de história da África, da cultura, da religiosidade, é preciso preparar um contingente imenso de professores”, idsse, mostrando que ainda se está longe de se ter o número suficiente de docentes formados para esta tarefa.

Já Jeruse Romão, professora e consultora na temática das relações raciais e educação abordou diversos temas relacionados à prática pedagógica implicadas pela lei.  Para ela, uma escola sem racismo é uma escola plural, pluriétnica, fundamentalmente dialógica. “É uma escola que constrói e desconstrói cotidianamente estas relações de poder e hegemonia e que vai ser também afrocentrada, que é uma forma de desconstruir o eurocentrismo”, disse.

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