Na manhã desta quarta-feira (27), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) tornou pública a decisão extinguir as vagas para estudantes negros(as) e pardos(as), asseguradas pelo sistema de cotas raciais.
De acordo a instituição, em 2014, apenas os(as) alunos(as) oriundos(as) de escolas públicas terão direto à política de cotas, sendo 50% das vagas destinadas para os(as) que cursaram o ensino fundamental e médio na escola pública. Além de colocar fim nas vagas para afrodescendentes, a Universidade determinou que a cada ano o número de vagas para cotistas será menor, em uma progressão com redução de 5%, ano após anos, até chegar em 35% das vagas dos cursos de nível superior destinadas aos(às) alunos(as) egressos da escola pública.
A APP-Sindicato repudia a decisão da UEPG por considerar um retrocesso às conquistas sociais e uma desvalorização à cultura negra no Paraná. “A Secretaria de Gênero e Relações Étnico Raciais da APP lamenta profundamente a decisão e encaramos como um retrocesso à luta do Movimento Negro do nosso Estado. A população brasileira é majoritariamente negra, e só no Paraná, somos mais de 30% de negros e negras que precisam ter seus direitos valorizados”, afirma a professora Elizamara Goulart Araújo, dirigente estadual da APP.
Confira aqui o parecer da Universidade Estadual de Ponta Grossa sobre a extinção das cotas raciais.











