Direção da APP faz reunião com diretor da Seed


null

Diretores da APP-Sindicato estiveram na manhã dessa quarta-feira, 6, em reunião com o diretor geral da Seed Ricardo Bezerra para cobrar da Secretaria da Educação posição a diversas reivindicações da categoria. Representaram a entidade José Rodrigues Lemos e Hermes Leão.
A conversa em tom cordial não trouxe muitas novidades para a categoria. Ela indica que será necessária boa mobilização de professores e funcionários para melhorar os salários e ter as reivindicações atendidas.
Avanços – Sobre as diferenças não pagas com respeito aos avanços dos professores em estágio probatório, mas que já trabalhavam para o Estado por pelo menos 3 anos, Bezerra, disse que o governo começaria a restituir em breve. Em reunião realizada na semana passada a secretária da Administração Maria Marta Lunardon afirmara que o pagamento seria parcelado, e retroativo à data do protocolo do pedido.
A direção sindical pediu que o primeiro pagamento ocorresse já na próximo salário.
Reposição salarial aos professores – Os diretores da APP-Sindicato reafirmaram a necessidade de se corrigir os salários para que a inflação não corroa os ganhos obtidos com a nova tabela. Novamente foi reafirmada a reivindicação de se equiparar os salários de professores com os demais profissionais cujos cargos exigem formação em nível superior. Professores com 40 horas começam ganhando R$ 1.030 e os demais profissionais, R$ 1.545.
Mesmo diante do argumento de que a receita do Estado vem aumentando, não há qualquer proposta do governo para os salários s.
Reposição salarial aos funcionários – A realidade salarial dos funcionários precisa ser melhorada. Uma forma, defendida pela APP-Sindicato junto ao governo, é incorporar os abonos no salário inicial da carreira para elevar toda a tabela. Assim, os funcionários aposentados também teriam alento em seus miseráveis vencimentos. Outra forma é adotar uma gratificação de produtividade para esses funcionários, como ocorre em outros setores do governo. O governo também não apresentou proposta.
Plano de Carreira dos Funcionários – Mas a melhor forma de melhorar os salários é com nova tabela salarial inserida no Plano de Carreira e incluido aposentados. Mas o plano está sendo debatido internamente pela Seed, ainda sem definição. O professor José Lemos cobrou que o governo apresse o trânsito interno para entregar a proposta à Assembléia Legislativa já no retorno dos trabalhos, em agosto, para aprovação neste semestre.
Licenças especiais– Indagado por que o governo está negando os pedidos de licença especial. Bezerra afirmou que é devido à falta de professores com contratos temporários. A direção sindical reafirmou que é obrigação do governo contratar substituto e respeitar este direito previsto em lei. Não há o que negociar. É só respeitar a lei.
Fim do EJA presencial – Os diretores da APP-Sindicato questionaram a decisão da Seed de não aceitar matrículas para turmas de Educação de Jovens e Adultos presenciais, mantendo apenas as semi-presenciais pelos CEEBJA. Este tema foi debatido com a diretora do departamento de EJA Cida Zanetti.
Para os líderes sindicais, a medida prejudica o jovem ou adulto que querem. Segundo a professora, o Conselho Estadual de Educação deva aprovar em breve a alteração da idade mínima de 14 anos para 18 anos para o ingresso nesta modalidade. O objetivo do governo seria estimula as matrículas no ensino regular. Como o CEE não votou a questão, a direção sindical considerou a medida apressada.
Outros itens– Fizeram parte da conversa outras reivindicações. No entanto, nenhum deles teve resposta satisfatória. Destacamos
a) a ampliação da jornada de 20h para 40h semanais. O governo não tem proposta fechada e Bezerra afirma que chamará a APP-Sindicato para debater o assunto;
b) o pagamento de professores celetistas da 1ª à 4ª séries, portadores de licenciatura plena, pelo nível I da tabela, não pelo nível especial I, onde está enquadrado o pessoal formado apenas no Magistério;
c) a não exigência de reposição de aulas para professores afastados até três dias por atestado médico. Neste governo conseguimos reduzir de 15 para 3 dias. Mesmo assim, o Paraná é o único Estado que adota esta medida.
d) avanço ao nível III. A direção sindical quer negociar novos critérios para o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional), já que aqueles previstos no decreto de março cria muitas barreiras para a ascensão.