Ação truculenta da Brigada Militar em Porto Alegre agride trabalhadores d

Ação truculenta da Brigada Militar em Porto Alegre agride trabalhadores d


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15/06/08 – A população de Porto Alegre, especialmente na região central, foi surpreendida com uma mobilização de guerra, por parte da Brigada Militar na manhã do dia 11 de junho.
Houve o bloqueio da Rua Múcio Teixeira, desde a Rua André Belo até a Aureliano de Figueiredo Pinto. Contavam-se mais de 10 viaturas e a tropa, fortemente armada, fazia a defesa da propriedade privada do Supermercado Nacional, da maior rede do mundo, a Wall-Mart, deslocando-se para o ataque aos trabalhadores do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra. Em poucos minutos houve mais de 12 prisões e muita violência desferida com ‘rigor’ contra esses ‘desocupados’ e ‘vamos prender muito mais’, segundo a declaração do Sargento responsável pela operação, em entrevista ao vivo à Rádio Gaúcha.
Não havia saída para o movimento social organizado e a luta de classes estava dada. A Brigada Militar mostra qual a linha de trabalho e de contenção dos movimentos que venham até Porto Alegre marchar em reivindicação à saída da governadora Yeda e de seu triste staff.
Essa foi a ação que marcou o início do enfrentamento, após a posse do Coronel Paulo Mendes responsável pelo violento ataque a mais de 200 mulheres e crianças e por manter os menores e as mulheres da Via Campesina sem água, banheiros ou alimentos durante mais de 12 horas, em Rosário do Sul, em março desse ano. A governadora do Estado entendeu que ele agiu corretamente e ofereceu-lhe uma condecoração.
Agora, temerosa da ação dos gaúchos para tirá-la do poder, Yeda joga a polícia sobre os trabalhadores, com a proteção da imprensa que sempre lhe deu apoio e blindagem frente ao mau-governo demonstrado até aqui.
Porém, a sociedade gaúcha não consentirá que a criminalização dos movimentos sociais avance!
Fonte: MST

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