08/10/2008 – O Mestrado em Educação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Grupo de Pesquisa História e Historiografia na Educação e o Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) estará realizando na próxima quinta-feira (9) palestra/espetáculo musical “Memórias do exílio: conserto do exílio”, com o músico José Rogério Licks.
O evento será no anfiteatro do Campus a partir das 19h30 com entrada e inscrição gratuita e emissão de certificados. Na abertura também será feita apresentação de música instrumental de Leonardo Mariani & Ricardo Denchuski. “Esta é a segunda palestra de um ciclo sobre as ditaduras que estamos organizando, cuja primeira edição contou com a palestra do historiador e ex-guerrilheiro Aluízio Palmar no ano passado”, comentou o professor/responsável pelo evento Alexandre Fiúza.
José Rogério Licks, é um músico brasileiro que vive na Alemanha há trinta anos, desde seu exílio. Em turnê pelo Brasil, ele vai contar através de seu relato e de suas canções sua trajetória na Universidade (UFRGS) durante a ditadura, sua prisão, sua atividade política, seu exílio no Chile de Salvador Allende (onde participou de trabalhos voluntários organizados pelo Governo), na Argentina e na Alemanha, sua convivência com Fernando Gabeira (que fala de Licks em seu livro Crepúsculo do Macho), Augusto Boal, Apolônio de Carvalho, Carlos Minc, Thiago de Mello, entre outros.
Além de sua trajetória de vida, a fala de Licks será pontuada por suas canções ao vivo. O músico tem 12 discos lançados na Europa e é um dos maiores instrumentistas brasileiros radicados naquele continente. Neste evento, Gaúcho, como era conhecido, irá executar canções de seus discos anteriores e do seu último trabalho, Conserto do Exílio, que leva mesmo o título de “Conserto”, como num ajuste de contas do músico com o passado.
Segundo o site do próprio Licks “gravado neste ano em Frankfurt, Conserto do Exílio reúne canções que haviam permanecido inéditas, testemunho de momentos que marcaram a história do continente, sob o peso das ditaduras. Imersos na substância sonora, ali estão fragmentos dos anos de chumbo, como as canções que Licks escreveu na embaixada argentina em Santiago do Chile, refúgio de muitos brasileiros após o golpe de Pinochet.
Nos compassos do tango A Morte Do Pássaro Cantor, o assassinato de um asilado na própria embaixada, no final da primavera blindada de 1973. Alguns momentos deste trabalho misturam influências da música sufi com o som do Morgumel, instrumento que José Rogério criou como um auto-retrato sonoro. É o caso de Os agentes caçadores de gente, relato musical do cerco e extermínio de um grupo de combatentes, presumidamente ocorrido nas proximidades de Foz do Iguaçu.
O sobrenome Licks é conhecido do público do rock brasileiro, pois José Rogério Licks é irmão de Augustinho Licks, ex-guitarrista da banda Engenheiros do Havaí. Para conhecer mais sobre Licks, fotos, canções, biografia, discografia:http://paginas.terra.com.br/noticias/BrasilHoje/
Fonte: Assessoria de Imprensa Unioeste










