Usuários do SAS/Foz participam de reunião com Hospital Cataratas

Usuários do SAS/Foz participam de reunião com Hospital Cataratas


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No último dia 9, finalmente ocorreu a reunião entre o grupo de usuários do Sistema de Atendimento à Saúde (SAS) de Foz do Iguaçu e a administração do Hospital Cataratas. Esse encontro estava sendo pensado há mais de um mês. No dia 11 de setembro, o grupo se reuniu na sede do núcleo sindical da APP-Sindicato daquele município e deliberou que o secretário de Saúde e Previdência, Idemar Vanderlei Beki, por intermédio do Departamento de Assistência à Saúde (DAS), agendasse a reunião da última sexta feira (9/10).

 

Neste encontro, o grupo levou as principais reivindicações dos usuários.  Os servidores de Foz reclamam da morosidade tanto no agendamento de consultas como para o retorno das reconsultas, da falta de especialidades médica e de atendimento por estes profissionais, da rotatividade de médicos e, dentre outros, da ausência de médicos plantonistas no Hospital Cataratas. 

 

De acordo com Idemar, estes pontos foram unânimes e fundamentais para discussão.  Ao serem recebidos pelo diretor administrativo do hospital, Ramon Correia, este reconheceu que atualmente o SAS atende 3.500 consultas mensais, o que, segundo ele, não garante o bom atendimento a todos.  O secretário da APP entende que a saúde do servidor é prioridade. “Esse grande número de consultas inviabiliza um atendimento melhor, no entanto os usuários do sistema precisam ser bem atendidos”, declarou.

 

A presidente do núcleo sindical da APP em Foz, professora Tanêa Maria Costa de Jesus, argumentou que as reivindicações são baseadas em relatos concretos, ou seja, em visitas às escolas ela recebe inúmeras reclamações. “Fizemos um levantamento junto aos trabalhadores e eles explicitam as falhas no atendimento do SAS. Agora buscamos soluções, pois é o nosso direito enquanto usuários desse sistema”, destacou.

 

Ao final da reunião, o diretor do hospital propôs encontros mensais entre o grupo de usuários e a administração do hospital para ajudar a resolver os problemas. Quanto aos problemas contratuais, estes teriam de ser resolvidos pelo hospital credenciado junto ao órgão competente, no caso o DAS.  O grupo organizará um modelo de ficha única de reclamações que será entregue aos servidores. O objetivo deste documento é facilitar a vida do usuário que se sentir lesado pelo atendimento do SAS.  

 

Entre os integrantes do grupo que participaram da reunião estavam representante dos servidores públicos da região, Tanêa Maria Costa de Jesus e Umberto de Oliveira (presidente e Secretário de Saúde e Previdência da APP em FOZ), Maria Cecília de Braz representante (Sintoeste), Francisca das C. Batista (Sindsaúde), Vanilson R. da Silva (Polícia Militar), Noel Dias Duarte e Rogério Quadros (Polícia Civil), e Edson Fernando da Silva (Sindijus/PR). Todos participaram de uma reunião que antecedeu o encontro das 15 horas com o diretor dó hospital.

 

Veja os principais pontos da reunião:

 

Plantão médico – O diretor do hospital justificou todas as indagações dos usuários. Sobre o Plantão médico, Ramon explicou que ele está em funcionamento, exceto para atendimento pediátrico. Neste sentido, só serão atendidos os casos urgentes que necessitam deste especialista e que foram encaminhados pelo processo de triagem que o hospital mantém. 

 

Rotatividade de médicos – Ramon alegou que, além do repasse da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) ser de baixo valor, o pagamento dos médicos atrasou no último mês. O último repasse saiu no dia 23 de setembro, mas o profissional da área médica quer receber até o dia 10, o que justifica a rotatividade de médicos.

 

Agendamento de consultas – Em relação à morosidade no agendamento de consultas, o administrador do hospital justificou que as pessoas concentram as consultas em um determinado médico/a de sua preferência.

 

Psiquiatria – O grupo indagou sobre a existência de somente um médico psiquiatra. O hospital respondeu que faltam profissionais especialistas nessa área em Foz, entretanto afirmou que irá contratar um psiquiatra em janeiro.

 

Melhoria no atendimento – Segundo Ramon, para ter um atendimento “bom”, o grupo de usuários do SAS deveria cobrar do governo o retorno das câmaras técnicas. As câmaras reuniam todos os administradores do SAS com o objetivo de fazer com que estes trocassem experiências a respeito do atendimento rotineiro. Faziam ainda a venda de serviços médicos hospitalares, ou seja, quando um hospital não tinha especialista em uma determinada área contratava a prestação deste serviço de um hospital mais próximo. 

 

Além disso, o administrador respondeu ao secretário da APP que haveria melhorias no atendimento se o Estado reajustasse os valores per capita em 30 %.  Segundo Tanêa, a região de Foz do Iguaçu tem um total de 10.310 vidas pelo valor “per capita” de R$ 19,75 e o repasse para o SAS é de R$ 207.217,50, mesmo assim o hospital afirma que só pode manter um médico pediatra plantonista se houver esse reajuste.

 

Falta de especialidades médicas – O Dr. Ramom explicou que não há médicos de especialidades como reumatologista, pneumologista, infectologista e homeopata para o sistema SAS local. Segundo ele, em se tratando de apenas uma especialidade, ou seja, a reumatologia, respondeu que não existem médicos desta especialidade disponíveis em Foz.  O secretário de Saúde da APP cobrou do gestor a contratação desses profissionais, uma vez que, conforme o contrato assinado entre o hospital e o Estado, a contratação desses especialistas é obrigatória. “Cada um tem de cumprir a sua tarefa. Cabe ao gestor cumprir o contrato vigente. A nossa tarefa, enquanto representante dos servidores, é cobrar uma saúde digna para os trabalhadores do serviço público do Paraná”, finalizou.

 

Na tarde desta sexta-feira (16), o secretário entregou ao DAS a ATA desta reunião e solicita que este órgão tome providências junto ao hospital Cataratas, o qual não cumpre o contrato, sobretudo, em relação à falta dos especialistas acima mencionados.      

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