Os professores da rede pública de ensino do município de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, decidiram em assembleia extraordinária, realizada nesta terça-feira (13/04), entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (19). Os professores e funcionários de escolas daquele município querem a implantação da Lei 712/2009, que estabelece a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos profissionais da Educação (FUNDEB) em 80% destinado à remuneração dos professores e 20% para a dos demais educadores. Além disso, querem a implantação do vale-alimentação e a elaboração de um Plano de Carreira para os Funcionários e revisão do atual plano dos professores.
A deflagração da greve foi tomada após a assembleia da categoria, que analisou a resposta dada pelo prefeito Francisco Santos por meio do ofício nº 137/2010, de 13 de abril. Segundo os educadores, o executivo municipal não apresentou disposição em atender às reivindicações da categoria, afirmando impedimentos financeiros e legais para atender aos anseios da categoria.
De acordo com o diretor da Secretaria de Municipais, Edilson de Paula, a decisão de greve tomada pelos trabalhadores em educação tem o objetivo de alertar o prefeito, ou seja, de mostrar que a categoria está mobilizada e aguardando encaminhamentos concretos e imediatos para o atendimento das reivindicações.
Desde janeiro de 2009, a APP vem solicitando abertura de negociação para atendimento da pauta de reivindicações da categoria. No entanto, somente em 25 de março ocorreu a primeira reunião entre a categoria e o governo local. Na ocasião, dirigentes e assessores da APP-Sindicato participaram de audiência com o prefeito Francisco Santos que debateu a pauta de reivindicações dos trabalhadores da educação. Depois da audiência com o prefeito e de uma assembleia realizada logo após essa reunião, os trabalhadores da Educação cogitaram a hipótese de uma greve. Naquele mesmo dia, os cerca de 300 educadores marcaram uma nova assembleia extraordinária para esta terça-feira (13). Como as negociações com o prefeito não avançaram, decidiram entrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 19 de abril.
Documentos da mobilização:











