30 de agosto de 1988: Jamais esqueceremos a violência sofrida

32 anos de memórias e histórias de luta e de luto pela educação pública

São vidas, são humanos, são trabalhadores(as) que buscam a qualidade da educação pública, laica e para todos(as), sem preconceitos, com dignidade, democracia e soberania. Quem acordará no dia 30 de agosto de 2020 com o passado pulsando e recordando o 30 de agosto de 1988? Serão aqueles(as) que estavam presentes no dia do massacre do governo Álvaro Dias ocorrido contra os(as) educadores(as) – professores(as) e funcionários(as). Hoje para a educação e seus(suas) profissionais o grito ecoado é jamais esqueceremos!

Em tempos de pandemia, no dia 30 de agosto, nesse domingo, todos(as) podem participar e ser solidários(as) postando na sua rede social uma foto durante a greve de 1988 ou em um dos 31 atos de rua ao longo dos últimos anos com as seguintes hashtags (#30AgostoJamaisEsqueceremos /#EscolaPúblicaEuDefendo).


32 anos de luto e luta pela educação

Dia 30 de agosto de 2020 – São 32 anos da tragédia que mobilizou e cravou marcas na história do Paraná e da educação pública.

Na data, uma greve mostrava a defesa dos(as) trabalhadores(as) por melhores condições de trabalho, salários dignos, investimentos para as escolas públicas de qualidade e contra as formas de violência praticadas pelos governos.

Da concentração pacífica e legal organizada na região central curitibana, o cenário mudou drasticamente quando os(as) participantes se concentraram no Centro Cívico (Centro dos Poderes) da capital paranaense. A recepção foi feita por policiais militares que prosseguiram as boas-vindas com cavalos, cães e bombas de efeito moral contra os(as) manifestantes.

Um verdadeiro campo de batalha que feriu fisicamente e moralmente muitos(as) profissionais da educação. Sangue correndo e desespero para quem tentava sobreviver à atuação coordenada pelo governador Álvaro Dias.

Uma verdadeira história sem invenções e nem dublês. Cenas da vida real que deixaram mais um ensinamento de luta e de resistência contra violências e agressões. Assim, a APP-Sindicato sempre procura e faz até hoje a insistência em manter o diálogo com o governo do Estado e suas secretarias pelo bem da educação pública e dos direitos dos(as) seus(suas) servidores(as). A união faz a força e ninguém solta a mão de ninguém!

Linha do tempo, jamais esqueceremos!

♦ 2019 –  Uma aula pública marcou a data, na Praça Santos Andrade, organizada pela APP-Sindicato, com o tema Educação Pública, Democracia e Soberania, para fazer memória ao ocorrido no dia 30 de agosto de 1988. Os professores Valério Arcary e Carlos Abicalil foram os responsáveis pelas aulas (veja aqui).

♦ 2018 – Uma caminhada da Praça Santos Andrade até a Praça Nossa Senhora de Salete, onde está o Palácio Iguaçu, movimentou o dia para lembrar dois episódios trágicos de violência contra educadores(as) em greve, em 1988 (Álvaro Dias) e em 29 de abril de 2015 (Beto Richa). Foi dia também de cobrar da governadora Cida Borghetti o atendimento às pautas da categoria e o fim do período de perseguições e punições políticas contra os(as) profissionais da educação (veja aqui).

♦ 2017 –  Mais de cinco mil educadores(as) públicos(as) se reuniram em Curitiba, para o ato da APP-Sindicato contra as violências já sofridas. “Dia de Luto e de Luta” para quem defende que a educação tem que ser respeitada e levada a sério por quem está no cargo de governador do Estado. Teve emoção, depoimentos e desabafos (veja aqui).

♦ 2016 – Marcha de professores(as) e funcionários(as) das escolas públicas estaduais reuniu mais de 10 mil participantes porque recordar é viver e resistir para que jamais aconteça outra tragédia.  Em dia de paralisação da categoria, governo anuncia concurso público e posse de concursados(as) (veja aqui).

♦ 2015 – Depois de um ato que relembrou a violência sofrida pelos(as) educadores(as) nos dias 30 de agosto e 29 de abril, a resistência continua no cotidiano das escolas. Para simbolizar a luta e o luto, representantes das escolas paranaenses  e alunos(as) plantaram árvores como exemplo de resistência da educação pública frente aos ataques (veja aqui).

Confira algumas atividades da APP-Sindicato durante a semana em memória e de histórias de resistência do 30 de agosto de 1988:

24 de agosto – Abertura da Semana em Defesa da Escola Pública

 

25 de agosto – Programa Pedagogos(as) em Ação

 

26 de agosto

Seminário Memórias do 30 de Agosto

 

Mobilização em frente ao Palácio do Iguaçu com representantes da APP-Sindicato e do Fórum das Entidades Sindicais (FES)

Mobilização protocolada em frente ao Palácio do Iguaçu, onde a App juntamente com Fórum das Entidades Sindicais, denuncia as violências do Estado.

Publicado por APP-Sindicato em Quarta-feira, 26 de agosto de 2020