22 de maio terá paralisação da educação no Paraná e manifestação em Brasília

22 de maio terá paralisação da educação no Paraná e manifestação em Brasília

Indicativo de paralisação foi aprovado em assembleia estadual da categoria, para cobrar do governo o atendimento das pautas da campanha salarial

Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato

O dia 22 de maio deverá ser marcado por paralisação dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola da rede estadual do Paraná, para cobrar do governador Ratinho Jr. (PSD) o atendimento das pautas da campanha salarial. A deliberação foi aprovada pela categoria em assembleia estadual da APP-Sindicato realizada no mês de abril. Uma nova assembleia está prevista para acontecer nos próximos dias, para avaliar as negociações.

O encaminhamento faz parte da jornada de lutas elaborada pelos(as) educadores(as), que também tem como objetivo fortalecer a unidade dos(as) trabalhadores(as) e denunciar à sociedade os problemas e violações de direitos enfrentados pelo funcionalismo.

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Na última segunda-feira (29), dia de luta e memória do Massacre do Centro Cívico, ocorrido em 29 de abril de 2015, a categoria realizou atos em todo o estado e o protesto “Plataforma Zero” nas escolas, uma paralisação no uso de aplicativos educacionais que o governo determina o uso obrigatório.

Foto: APP/Sindicato

O sindicato reivindica o fim da obrigatoriedade do uso dessas plataformas digitais nas salas de aulas e organiza para os próximos dias novas edições da “Plataforma Zero”. Em pesquisa realizada pela APP-Sindicato, mais de 70% dos(as) docentes relataram adoecimento pelo uso de plataformas digitais e 83% afirmam que os recursos não melhoraram o aprendizado dos(as) estudantes.

No centro da pauta estão pelo menos cinco reivindicações: 
1) Pagamento da data-base dos(as) servidores(as) e do piso salarial nacional dos(as) professores(as);
2) Reenquadramento das tabelas e carreiras do QFEB e do QPM;
3) Recomposição salarial para todos(as) aposentados(as) sem paridade e fim do desconto previdenciário sobre valores abaixo do teto do INSS;
4) Não à privatização de escolas (extinção do programa Parceiros da Escola);
5) Fim das punições por atestados e da obrigatoriedade de uso de plataformas.

“No calendário nacional de lutas, está confirmada a realização da Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 22 de maio em Brasília, e aqui no Paraná, a categoria aprovou a realização de paralisação estadual nesta data. Nós já apresentamos a pauta ao governo do estado e aos deputados estaduais, então agora é preciso que o governador apresente respostas concretas”, explica a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.

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“Dignidade para quem faz o estado” 

Convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, a manifestação em Brasília tem como foco a revogação das reformas trabalhistas e previdenciárias e o fim da lei das terceirizações. Representantes de todas as regiões do país vão levar as reivindicações ao Congresso Nacional. “Dignidade para quem faz o estado” é o mote escolhido para a mobilização neste ano. 

Além do posicionamento contrário à PEC 32, da reforma administrativa, a marcha luta pela regulamentação da Convenção 151, que garante aos servidores(as) o direito à negociação coletiva; por reajuste salarial digno aos servidores(as); pela reestruturação de carreiras e realização de concursos públicos; pelo piso salarial e carreira da educação; pela aprovação da PEC 555, fim do confisco dos aposentados(as) e pensionistas; e contra a Lei Complementar 173, que congelou direitos da categoria.

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