2 meses de massacre é marcado por ato público

2 meses de massacre é marcado por ato público


Jamais esqueceremos o massacre do dia 29 de abril, no Centro Cívico, em Curitiba. Para marcar a data em que se completam dois meses da violência sofrida por servidores e servidoras, a categoria realizou hoje (29) um ato público pedindo paz, liberdade e respeito.

Com uma cerimônia inter-religiosa, educadores e educadoras relembraram o que significou o massacre sofrido pela categoria. O ato também contou com a participação de estudantes e entidades que representam a luta dos(as) trabalhadores(as) no Paraná.

De acordo com o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, o governo vem atacando sistematicamente a categoria. “Nós temos um governo que, embora tenha sido eleito pelo voto popular, se comporta de forma autoriátia e antidemocrática. Ele escolheu um modelo de gestão de austeridade fiscal, penalizou a população paranaense com aumento de impostos e  servidores públicos”, explica. Hermes destacou durante o evento a criminalização dos salários dos(as) educadores(as) feita pelo governo do Estado. Muitos(as) professores(as) estão sofrendo com a divulgação de salários que não condizem com a realidade, já que se somaram a abono de férias e pagamento de progressões e promoções na carreiros dos(as) educadores(as).

O integrante do Comitê 29 de Abril, Darci Frigo, falou sobre a necessidade dos(as) servidores(as) lutarem pelos seus direitos. “Nós temos que agarrar a liberdade como um valor nosso. Pois, do outro lado, aqueles que detêm o poder só asseguração o direito de liberdade quando isso atender aos seus interesses”, disse. Além disso, ele destacou a repartição desigual do dinheiro público para o Executivo, Legislativo e Judiciário, já que benefícios foram concedidos aos outros poderes, enquanto educadores(as) e demais servidores(as) que prestam um serviço essencial para a sociedade são tratados(as) com violência e desrespeito.

Durante o ato público foi feita uma roda com a presença de representantes religiosos que falaram sobre a importância da paz, da liberdade e do respeito para toda a sociedade. Qualquer luta pela paz e pela justiça também é uma luta de todos(as). Além disso, uma caminhada foi feita até a entrada do Palácio Iguaçu, onde realizaram danças e atos simbólicos de pedido de paz na sociedade. Ao término do ato, os(as) educadores(as) lavaram a calçada do Palácio representando a necessidade de fim da corrupção no governo.

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