1º de maio: Curitiba vai ser a capital da defesa da democracia e da classe trabalhadora

1º de maio: Curitiba vai ser a capital da defesa da democracia e da classe trabalhadora


Foto: APP-Sindicato

Sete centrais sindicais e movimentos sociais estão organizando um ato nacional em Curitiba para o dia 1º de maio deste ano, a partir das 14h na Praça Santos Andrade. A apresentação de artistas como Beth Carvalho, Ana Canha, Maria Gadú e Renegados vai dar início a programação. Na sequência, um ato político terá a presença dos presidentes das centrais sindicais, representantes dos movimentos populares e parlamentares.

O movimento é inédito na história da democracia brasileira e das lutas da classe trabalhadora, uma reação da sociedade diante dos golpes ocorridos nos últimos anos contra o Estado Democrático de Direito e os(as) trabalhadores(as), atacados(as) com reformas antidemocráticas e retiradas de direitos. A capital paranaense foi escolhida por ser o local onde o ex-presidente Lula é mantido como preso político, desde o dia 7 de abril.

Profissionais da educação na luta – Conforme deliberação aprovada na última Assembleia Estadual da APP, o Sindicato convoca os(as) profissionais(as) da educação pública do Paraná para essa grande manifestação. O momento é de fazer história e unir forças, exigindo a reposição da data-base e a revogação das reformas, trabalhista e do ensino médio e denunciando os retrocessos que têm impedido melhorias na educação pública do nosso estado, entre outras pautas.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, as principais reivindicações dos(as) professores(as) e funcionários(as) das escolas públicas do Paraná se dividem em três blocos. No primeiro o destaque é a questão salarial e tem como uma das principais demandas a correção inflacionária dos vencimentos da categoria e dos(as) demais servidores(as) do estado na data-base, direito represado pelo governo há mais de dois anos.

Em outro bloco, tratando de questões educacionais e de organização, a luta é contra um movimento de redução de turmas e fechamento de escolas no estado e contra a ilegal redução da jornada de hora-atividade, implantada pelo ex-governador Beto Richa (PSDB) e sua equipe, além de outros itens..

Outro bloco importante cobra do atual governo anistia de processos administrativos e condenações e retirada de faltas de professores(as) e funcionários(as) decorrentes de participação em greves ou movimentos.

O presidente da APP ressalta que a “pauta aprovada em assembleia se combina com as lutas nacionais da classe trabalhadora e dos(as) profissionais da educação de todo o país, denunciando, por exemplo, o projeto de lei da escola sem partido, a lei da mordaça”. Professor Hermes lembra que essa proposta tem sido apoiada por governantes com perfil autoritário, os(as) mesmos(as) que defendem as reformas antidemocráticas, da previdência, trabalhista e do ensino médio, do governo Temer.

:: Clique aqui e veja as tarefas centrais da luta política em defesa da democracia e em defesa da educação pública aprovadas pela categoria na última assembleia da APP-Sindicato.

Ato unificado – A manifestação envolve a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Intersindical, a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Nova Central, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a União Geral de Trabalhadores (UGT). “Apesar das matizes diferentes de pensamentos nas centrais, é importante nos unificar para lutar pelo direito dos trabalhadores e pela democracia”, avalia o presidente da CUT, Vagner Freitas de Moraes.

De acordo com os organizadores, estão confirmadas caravanas de várias regiões do país e municípios do Paraná, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e diversos movimentos sociais de variadas causas que participam da luta e resistência aos golpes políticos que tiveram início no país em 2015.

:: Confira os atos no 1º de Maio já confirmados pelo Brasil

 

Atualizado em 27/04/18, às 13h40.

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