18 de Setembro: Dia de Mobilização Estadual contra o Assédio Moral e pela Saúde Mental

Sindicato cobra uma política de saúde para educadores(as)

Foto: Divulgação

É grave! É impactante o número de adoecimentos dos(as) profissionais do funcionalismo público, em especial da educação. Em 2019, ao todo, 53 mil servidores(as) tiraram licença médica para tratamentos de saúde, sendo mais de 13 mil por transtornos mentais e comportamentais. Hoje, sexta-feira (18), a APP-Sindicato convida a sociedade para participar do Dia de Luta em Defesa da Saúde Mental e contra o Assédio Moral dos(as) Educadores(as). Participe e acompanhe a mobilização nas redes sociais do Sindicato.

A realidade de adoecimento nos ambientes de trabalho e o assédio moral acabam se relacionando. Assim, é preciso mostrar a realidade do cenário para que medidas possam ser tomadas em respeito à vida e à saúde de todos(as). Por isso, é fundamental abordar o tema e ajudar que as pessoas conheçam e saibam identificar o que é o assédio moral e o dano moral, possibilitando que tomem as devidas providências sobre a situação.

O secretário de Saúde e Previdência do Sindicato, Ralph Wandpap, destaca que a APP realiza debates sobre saúde e trabalho com o intuito de auxiliar os(as) educadores(as). “A profissão de educador já é considerada penosa e quando as condições de trabalho são mais difíceis como, por exemplo, a falta de estrutura física na escola, as salas lotadas e a falta de apoio do Estado. O professor gosta de educar e quando não consegue acaba se frustrando e adoecendo”.

Ralph exemplifica o assédio moral com a questão institucional e faz uma breve retrospectiva de alguns agravantes pelas gestões do Estado. “Na época do Beto Richa as promessas durante as greves não foram cumpridas. Em 2015, toda aquela agressividade física e moral, retirando direitos e até salários dos PSS. Na greve de 2019 conseguimos que o Estado se comprometesse a formar uma Comissão de Saúde do Servidor – houve até um Decreto instituindo, mas, não teve continuidade. O descaso com a educação do Estado que só quer ver números. Precisamos também de uma Audiência Pública sobre a saúde”.

A APP-Sindicato luta constantemente para que o Estado tenha uma política de saúde para os(as) trabalhadores(as) que vise evitar ou minimizar este cenário, assim como o tratamento adequado.

O presidente da APP, Hermes Leão, explica que sexta é dia de mobilização para organizar e denunciar os assédios, além de eleger os(as) representantes sindicais nas escolas que ainda não tenham realizado a eleição. “O adoecimento constante na nossa categoria por um período de desvalorização, cobranças e ataques realizados por governos e por parte da sociedade. Na pandemia o cenário acentuou pela forma impositiva de executar o trabalho – temos acompanhado vários relatos. A nossa luta também é por respeito da perícia médica do Estado, que agrava ainda mais pela cultura que se aprofundou de obrigar os doentes a realizar as atividades com exposição a riscos graves – que é uma briga nossa na justiça”.

 

 

 

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