16 de maio: dia mundial do(a) funcionário(a) de escola

Luta das entidades em defesa da educação garante o reconhecimento a nível mundial dos agentes educacionais

Heróis e heroínas do cotidiano escolar que, muitas vezes, não são reconhecidos(as). Eles(as) são educadores(as) na prática, no entanto, ainda é preciso avançar quando se trata do reconhecimento e políticas de valorização ao trabalho dos(as) agentes educacionais. Hoje, dia 16 de maio, é dia de celebrar mais um avanço: o reconhecimento internacional do trabalho dos funcionários e funcionárias de escolas como educadores(a). A conquista é coletiva e foi uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores(as) em Educação (CNTE) junto à Internacional da Educação da América Latina, entidade que reúne as Confederações dos(as) educadores(as) latinoamericanos(as).

O funcionário de escola e secretário executivo da CNTE, Valdivino de Morais explica que a busca pela reconhecimento a nível internacional tem como objetivo fomentar o debate sobre a valorização e replicar políticas de formação e reconhecimento de merendeiras(as), bibliotecárias(as), técnicas(as) de laboratório(a) e auxiliares administrativos(as) nas escolas a mais Estados e países.

“O Brasil sancionou uma lei em 2009, com o então presidente Lula, que reconheceu a importância dos agentes educacionais como sendo educadores. A lei foi publicada em Diário Oficial no dia 7 de agosto de 2009. No ano seguinte,no Paraná, o deputado estadual Professor Lemos apresentou uma proposta de instituição da data como dia de comemoração também nas escolas da rede estadual. Queremos que mais países tenham esta valorização”, explica Valdivino.

Por que 16 de maio? – Foi no dia 16 de maio do ano passado, que durante a Conferência Mundial de Funcionários, a CNTE apresentou a proposta de instituir uma data interacional para reconhecer o trabalho dos funcionários e funcionários de escola. Relembre aqui. A proposta foi acolhida pelos 36 países que participaram do evento.

Instituir o dia do funcionário de escola significa reconhecer que, ao longo da história, criou-se uma cultura na sociedade que atribuía uma subalternidade desse segmento de trabalhadores(as).  “No mundo inteiro, existem escolas que, por sua vez têm funcionários. Mas são pouquíssimos os lugares, exceto no Brasil, em que os funcionários são reconhecidos dentro do processo de formação dos estudantes”, destaca a secretária de Funcionários da APP-Sindicato, Nádia Brixner

O Brasil é pioneiro neste reconhecimento. Fazendo um trabalho específico de formação, como por exemplo, o PróFuncionário, aqui no Paraná. “O trabalho que o Paraná vem fazendo nos anos 90 possibilitou a unificação luta dos professores e funcionários. Ainda temos muito trabalho pela frente porque ainda há preconceito com relação ao trabalho. A APP trabalha incessantemente para que o trabalho dos educadores funcionários seja cada vez mais respeitado, valorizado e ressignificado”, explica Nádia.

Ter mais países celebrando o trabalhado dos(as) educadores(as) remonta uma mudança que insere os(as)  funcionários(as) de escola na categoria de profissionais da educação escolar juntamente com professores(as) e pedagogos(as) no exercício profissional e na luta pelo ensino de qualidade. A APP homenageia os trabalhadores e trabalhadoras que dão vida à escola e contribuem diariamente para formação de nossos(as) estudantes.

 

Uma breve e valorização que começou a existir aos(às) funcionários(as):

1997 – Unificação da APP como Sindicato dos(as) professores(as) e funcionários(as)

2005 – Profissionalização dos(as) funcionários(as) com o Profuncionário

2008 – Aprovação do Plano de Carreira

2009 – Reconhecimento dos(as) funcionários(as) como profissionais da educação no mês de agosto

2018 – Reconhecimento em mais de 36 países com a instituição do Dia Internacional dos(as) funcionários(as)