12 pessoas são presas pela Operação Quadro Negro

Entre os condenados(as), está o ex-diretor da Seed Maurício Fanini que afirma que dinheiro desviado das escolas bancava campanhas eleitorais de políticos, como o ex-governador Beto Richa

No dia em que completou um ano da primeira vez em que ex-governador Beto Richa foi preso, a Justiça do Paraná condenou 12 pessoas por desvios das obras de escolas públicas no Estado do Paraná, a chamada Operação Quadro Negro. Nessa terça-feira (10), o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba condenou os suspeitos com base em investigações sobre os contratos feito entre o Governo do Paraná e a Construtora Valor.

Entre os presos estão  Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que está em prisão domiciliar, e Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, que está solto. Veja, mais abaixo, os crimes, as penas e o que dizem as defesas. Além das condenações, Maurício Fanini e Eduardo Lopes de Souza foram multados em R$ 320 mil e R$ 360 mil, respectivamente.

As irregularidades confirmadas pela Justiça foram nos contratos das seguintes obras:*

  • Centro Estadual de Educação Profissional Professor Lysímaco Ferreira da Costa, em Rio Negro (R$ 3,3 milhões em vantagens indevidas);
  • Unidade nova do Colégio Estadual Willian Madi, em Cornélio Procópio (R$ 3,8 milhões em vantagens indevidas);
  • Unidade nova do Colégio Estadual Arcângelo Nandi, em Curitiba (R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas);
  • Unidade Nova Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul (R$ 3,8 milhões em vantagens indevidas);
  • Unidade Nova Ribeirão Grande, em Campina Grande do Sul (R$ 3,3 milhões em vantagens indevidas).

Na delação premiada, tanto o dono da construtora quanto o ex-diretor da Seed afirmaram que o dinheiro desviado das escolas bancava campanhas eleitorais de políticos, como o ex-governador Beto Richa, conforme apurou o Portal G1.**

Condenações**

  • Maurício Jandoi Fanini Antônio (delator), ex-diretor da Seed: organização criminosa, corrupção passiva e vantagem indevida na execução de contrato de licitação. Pena de 65 anos de prisão, mas limitada a 25 anos pelo acordo de colaboração;
  • Evandro Machado, engenheiro civil da Seed: organização criminosa e vantagem indevida na execução de contrato de licitação. Pena de 27 anos, oito meses e cinco dias de prisão;
  • Bruno Francisco Hirt, engenheiro civil da Seed: vantagem indevida na execução de contrato de licitação. Pena de 6 anos de prisão;
  • Mauro Mafessoni, engenheiro civil da Seed: falsidade ideológica. 1 anos e dois meses;
  • Angelo Antonio Ferreira Dias Menezes, engenheiro civil da Seed: vantagem indevida na execução de contrato de licitação. Pena de 3 anos, cinco meses e 10 dias;
  • Eduardo Lopes de Souza (delator), dono da Construtora Valor: organização criminosa, corrupção ativa, vantagem indevida na execução de contrato de licitação, lavagem de dinheiro, fraudar ato de licitação e falsidade ideológica. Pena de 79 anos, 11 meses e oito dias, mas limitada a 15 anos pelo acordo de colaboração;
  • Viviane Lopes de Souza, ex-funcionária da Valor: organização criminosa, falsidade ideológica e fraude a licitação. Pena de 12 anos, cinco meses e oito dias;
  • Tatiane de Souza, ex-funcionária da Valor: organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Pena de 9 anos e cinco meses;
  • Vanessa Domingues de Oliveira (delatora), ex-funcionária da Valor: organização criminosa, lavagem de dinheiro. Pena de 13 anos e 9 meses;
  • Gustavo Baruque De Souza (delator), filho de Eduardo Lopes de Souza: organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Pena de 13 anos e 9 meses;
  • Patricia Isabela Baggio, mulher de Eduardo Lopes de Souza: falsidade ideológica. Pena de 1 ano e dois meses;
  • Ursulla Andrea Ramos, ex-advogada da Valor: lavagem de dinheiro. Pena de 4 anos de prisão.

*e**: Fonte G1