Nota da APP-Sindicato sobre os recentes casos de feminicídio


A APP-Sindicato, através da Secretaria da Mulher Trabalhadora e Direitos LGBTI busca conscientizar sempre as(os) integrantes da educação pública e da sociedade sobre os malefícios do machismo, que tem seu ponto máximo nos casos de feminicídio.

Destacamos os recentes casos das professoras, Adriana Cristina Cazon dos Santos 43 anos de Colombo, Ivanilda Karniski 30 anos de Irati e da advogada Tatiane Spitzner de 29 anos em Guarapuava, assassinadas pelos maridos,  estes casos ganharam visibilidade  na mídia e opinião pública, mas lembramos que não são eventos esporádicos nem de agora.

De acordo com Ministério Público do Paraná que registra em média 13 casos de feminicídio e de tentativas do crime por mês, desde março de 2015, quando a lei entrou em vigor, a março de 2018, o Ministério Público investiga 464 casos de feminicídio e tentativas de feminicídio no Estado, a maior parte das vitimas são mulheres negras.

Os números de feminicídio e tentativas, em grande parte dos casos, refletem as consequências da cultura machista e de longos históricos de violência que podem começar com uma injúria, seguida de uma ameaça, até vias de fato.

Por isso, buscamos alertar para necessidade de uma educação para as relações de gênero que garanta a desconstrução da violência machista e uma educação para a convivência em igualdade e pacifica entre mulheres e homens. Não podemos esperar que as ameaças se tornem feminicídios concretizados.

Nos últimos três anos, no Paraná, houve aumento de boletins de ocorrência que relatam casos de ameaças contra mulheres, segundo dados do Codem. De 4.746 casos, em 2015, para 7.948 no ano passado.

Das ameaças e agressões para uma tentativa de feminicídio ou mesmo um feminicídio consumado, ou seja, onde a vítima vem a óbito, é um passo muito rápido. É necessário que a sociedade aprenda a se educar sobre o tema, bem como familiares e pessoas conhecidas ajudem a denunciar, não podemos esperar que mulheres continuem morrendo.

A luta das mulheres não é contra homens, é contra a violência do patriarcado e do poder que opera a violência. Homens e mulheres são partes da mesma sociedade, é preciso equilibrar esta balança. Não existirá justiça enquanto  mulheres forem inferiorizadas, alvo de piadas e desvalorizadas em suas capacidades intelectuais e físicas.

“A nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e lgbtifobia!”

SECRETARIA DA MULHER TRABALHADORA E DIREITOS LGBTI