Em 2017 a luta continua e ela é coletiva!

O novo ano começa hoje e a APP lutará para o respeito e a união sejam os alicerces para a construção de um novo tempo

Em tempos de individualismo, de fragmentação das pautas e de polarização da sociedade, a luta sindical continua atual e relevante. Os ataques aos direitos dos(as) trabalhadores(as) que se aprofundaram, principalmente neste ano, caracterizaram também o retrocesso na democracia.

Ao longo da história, podemos constatar que os direitos sociais avançam em períodos em que a democracia é aprofundada. Para que os direitos dos(as) trabalhadores(as) e dos(as) mais pobres sejam retirados, se justifica o recuo no processo democrático. É o que acontece atualmente no Brasil.

A PEC 55 aprovada recentemente no Senado Federal, promove um retrocesso de décadas ao retirar da Constituição Federal os investimentos mínimos em serviços públicos, como saúde e educação, por exemplo. É uma inversão do papel do Estado como principal promotor das políticas públicas. Estes serviços beneficiam a maior parte da população brasileira, que depende do Estado para ter acesso a eles. Há, porém uma pressão de setores do empresariado e indústrias nacionais aliados à imprensa financiada por estas mesmas entidades, afim de que haja retirada de direitos. O objetivo é que se mantenham em zona de conforto, enriquecendo cada vez mais à custa dos mais pobres.

Essa máxima se reproduz, infelizmente, em todo o país. Para conter a crise em que se afundaram os Estados nos últimos anos, a opção dos governos é prejudicar a maioria da população, com o aumento de impostos e a retirada de direitos dos(das) trabalhadores(as). Nenhum governo fala, porém, em suprimir os chamados incentivos fiscais das grandes empresas, ou em diminuir e cortar os privilégios dos cargos de alto escalão, em setores como o próprio executivo (com seus milhares de cargos comissionados contratados sem concurso), ou do judiciário com altos valores pagos em auxílio-moradia, por exemplo; e também do legislativo, como as verbas de gabinete. Isso sem contar que investigações de denúncias de desvios de recursos públicos como a operação Quadro Negro encontram-se em “stand by” no Paraná.

A campanha salarial da APP-Sindicato deste ano dialogou com este sentimento. Sob o foco de “Nenhum direito a menos”, a luta da nossa entidade se pautou pela resistência para não perder direitos duramente conquistados. Neste final de ano isso se tornou mais evidente. A opção do sindicato foi de defender o direito de todos(as) prioritariamente em contraponto à proposta do governo de atacar o direito de todos(as), ao anunciar apenas o pagamento de progressões e promoções devidas a 81 mil dos cerca de 300 mil servidores(as). Fizemos isso até o último momento na Alep e continuaremos agora na justiça nossa luta pelo direito à reposição salarial de todos(as). A luta foi, é e continuará sendo coletiva!

Que em 2017, o respeito e a união continuem sendo os alicerces para a construção de um novo tempo!

 

Direção Estadual da APP-Sindicato

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