Governo Richa é vaiado pelos ataques à educação

APP-Sindicato denuncia ilegalidades do governo na Assembleia Legislativa do Paraná

Foto: Joka Madruga

Educadores(as) de todo Paraná marcaram o início dos trabalhos legislativos de 2018 com ato estadual em Curitiba. Caravanas de diferentes Núcleos Sindicais da APP somaram forças à categoria que acompanhou a primeira sessão do ano na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) hoje, dia 05 de fevereiro.

A mobilização, que faz parte da jornada de lutas aprovadas pela categoria, deu continuidade a denúncias feitas pela APP-Sindicato. “Nós afirmamos uma pauta de cobrança do cumprimento das leis por parte do governador Beto Richa. O poder legislativo, que tem o papel de fiscalizar o cumprimento das leis, precisa se pronunciar”, defende o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

 Durante a sessão, o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, fez a leitura de uma mensagem do governo com diversas distorções sobre a situação financeira do Estado e a política de investimentos dos últimos anos. O governo volta a alegar que a educação é prioridade  para o Estado do Paraná. “Afirmar que a educação é prioridade absoluta no Paraná é uma afronta com os professores e funcionários que estavam presentes. Há muito tempo o governo diz que educação é prioridade, mas do discurso para a prática tem uma longa diferença”, defende Hermes. O presidente da Alep, deputado Ademar Traiano, suspendeu a sessão e declarou a mensagem como lida integralmente. Isso porque a categoria demonstrou indignação e vaiou o discurso do governo.

Carta aos(às) deputados(as) – Dirigentes da APP-Sindicato entregaram uma carta aos(às) deputados(as) denunciando o não cumprimento de leis por parte do governo. A APP também destaca no documento que o Estado está há dois anos sem fazer reajuste salarial dos(as) educadores(as), que existem condições de fazer a manutenção do salário de professores(as) PSS e demais pautas urgentes da categoria. Clique AQUI para ler o documento.

Pratos vazios – Após acompanhar a sessão na Alep, a categoria fez um ato simbólico em frente ao Palácio Iguaçu. Em caminhada até a entrada do prédio, educadores(as) deixaram pratos vazios que simbolizam os baixos salários e a situação precária em que se encontram os(as) trabalhadores(as) da educação. Para o professor PSS de Cianorte, Domingos Cruz, a mobilização teve o objetivo de traduzir o desrespeito do governo com os(as) educadores(as). “Além de estarmos sem reajuste da data-base, ainda lidamos com uma redução sem justificativa nos nossos salários. Quando soubemos da redução, bateu um sentimento de insegurança e tristeza. Quem sustenta família com salário de professor sabe que o sentimento é de tristeza e revolta. O governo parece estar brincando com a categoria quando diz que a educação é prioridade, é muita falta de respeito”, declara o educador.

Assembleia Estadual – A categoria, que permanece em Estado de Greve, fará uma assembleia estadual no dia 03 de março, em Curitiba. Até lá, as mobilizações aprovadas na jornada de lutas continuam em todo o Paraná.