Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos

Professor doutor fala sobre o papel da educação na formação de sujeitos para a defesa dos direitos humanos

O mundo ainda se recuperava das barbáries da Segunda Guerra Mundial quando, no dia 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Em 2018, esse documento completa 70 anos, renovando a cada dia a luta de todos os povos e nações pelas liberdades e dignidade das pessoas, em defesa da democracia, contra todas as formas de opressão e discriminação.

Apesar de seus 70 anos, a DUDH se revela sempre atual, principalmente quando lideranças políticas resgatam em seus discursos o ódio, a defesa da tortura e de regimes ditatoriais. Para o secretário Executivo Educacional da APP-Sindicato, professor Cleiton Costa Denez, doutor em Geografia, “defender o óbvio, diante da atual conjuntura política de devaneios e colapsos de esquizofrenia social, torna-se uma tarefa diária, onde o combate à Declaração Universal dos Direitos Humanos representa a derrota de uma sociedade internacional, pautada em princípios básicos de humanidade e liberdade, que deveriam ser inalienáveis”.

Considerando esse cenário, o professor avalia que os(as) educadores(as) têm um papel fundamental para que a DUDH seja respeitada e aconteça na prática. “Temos o dever de formar sujeitos que compreendam a importância das concepções de liberdade e de pessoa humana, contidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, para a construção de um projeto de sociedade que se fundamenta nos valores de liberdade, da diversidade de pensamento, da cultura e da dignidade da pessoa humana”, afirma.

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Alcance – A DUDH é considerada um marco na história, pois estabelece pela primeira vez a proteção universal dos direitos humanos. Segundo a ONU, o documento é o mais traduzido do mundo, tendo versões em mais de 500 idiomas, e inspirou as constituições de muitos países e democracias recentes.

A redação foi elaborada por representantes de diferentes países e culturas. Ao todo, são 30 artigos que expressam um ideal comum a ser atingido por todos, como a liberdade, a igualdade, a dignidade, “sem distinção de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação”.

:: Na íntegra: Leia a Declaração Universal dos Direitos Humanos

Debate – Nesta segunda-feira (10), às 17h, haverá uma transmissão ao vivo no Facebook da APP-Sindicato para, além de celebrar a data, ampliar as reflexões e os diálogos sobre os direitos humanos e os desafios na atualidade. Veja quem estará presente:

Lizely Roberta – jornalista e mestre em Políticas Públicas de Comunicação e Cultura pela Universidade de Brasília. Atua na comunicação da ONGs Terra de Direitos e Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil.

Carlos Frederico Marés – Advogado, foi procurador-geral de Estado do Paraná, possui mestrado em Direito, pela UFPR, com enfoque em proteção jurídica dos bens indígenas. É professor na PUC-Paraná.