APP-Sindicato lança campanha em defesa da saúde dos(as) trabalhadores(as) em educação

Servidores(as) querem um basta nas perseguições do governo e na falta de condições de trabalho

A luta dos(as) profissionais(as) da educação do Paraná por melhores condições de trabalho e contras as medidas do governo que provocam adoecimento ganha uma nova ação da APP-Sindicato. “Educar sim, adoecer jamais!” é o nome da campanha que será lançada nesta sexta-feira (10), no Dia do Basta convocado pelas centrais sindicais.

O secretário de Saúde e Previdência da APP-Sindicato, Ralph Charles Wendpap, explica que a iniciativa foi criada a partir da necessidade de promover a saúde dos educadores. “Pesquisas indicam que professores(as) e funcionários(as) de escolas estão adoentados e a nossa campanha vem lutar contra as causas, como por exemplo as perseguições, o assédio moral, a retirada de direitos e as punições ilegais aplicadas pelo governo”, comenta.

O Sindicato reivindica um novo modelo de atendimento à saúde, melhores condições de trabalho e perícia humanizada. Um dos objetivos é também a criação de uma rede de proteção entre os(as) próprios(as) servidores(as) para identificar e combater os fatores que levam aos problemas de saúde.

De acordo com Ralph, o sistema que atende as demandas de saúde dos(as) servidores(as) públicos(as) do Paraná deixa a desejar e precisa de um novo modelo. Uma proposta de melhoria já foi apresentada, mas o governo rejeitou.

Sobre as condições de trabalho, o dirigente relata que os(as) professores(as) estão sobrecarregados(as) devido a redução da hora-atividade, tempo dedicado a correção de atividades e preparação das aulas. O diário de classe online também tem gerado reclamações porque, em muitos casos, acaba se tornando mais uma tarefa que o(a) professor(a) precisa realizar na sua casa.

Em relação a perícia médica, Ralph afirma que falta atendimento humanizado. “Se a pessoa não está com uma ferida, com a barriga cortada de uma cirurgia ou uma fratura exposta, a perícia não dá o tempo que o funcionário necessita para fazer o tratamento de saúde indicado pelo seu médico”, relata.

Na avaliação do Sindicato, o problema é agravado com atos do governo que punem os(as) educadores(as) que se afastam para tratamento médico. Desde 2017, resolução da Secretaria de Estado da Educação (Seed) proíbe os(as) professores(as) que fizeram uso de licenças legais de participar da distribuição das aulas extraordinárias.

O secretário de Saúde e Previdência da APP-Sindicato conta que a campanha será desenvolvida em várias frentes, através de debates, formações, rodas de conversa e outras ações sobre os temas da mobilização, nos núcleos sindicais. Parcerias com outras organizações também estão previstas, como a adesão ao “Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio.

Dia do Basta – A Central Única dos Trabalhadores (CUT) agendou para o dia 10 de agosto o Dia do Basta, uma grande manifestação em todo Brasil contra os retrocessos dos governos que têm atacado a democracia retirando direitos dos trabalhadores(as) e promovendo retrocessos sociais. A atividade, é convocada também pelas demais centrais sindicais, com apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de vários movimentos sociais.

 

Saiba mais sobre a campanha “Educar sim, adoecer jamais!” no link abaixo:

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