APP-Sindicato cobra da Seed respostas à situação dos(das) educadores(as) ameaçados(as)

Reunião tratou dos casos da educação especial, perseguições e retirada de aulas extraordinárias.

A segunda-feira (09) começou com a APP-Sindicato cobrando atenção para os problemas emergenciais da categoria. Enquanto parte dos(as) representantes da categoria começou o dia no Acampamento pela Data-base, parte da direção estadual se reuniu com a secretária da Educação, Lucia Cortes e com o secretário do Trabalho, Paulo Rossi para cobrar soluções para as questões que precisam ser resolvidas antes do início do próximo semestre letivo.

Demissões na rede conveniada da educação especial – A APP-Sindicato cobrou que a governadora mantenha sua promessa de não desempregar a quase três mil professores(as) e funcionários(as) PSS da educação especial. Agora, a Seed quer retirar das Apaes e demais escolas da rede conveniada, todos(as) os(as) profissionais contratados(as) pelo regime PSS. A secretária afirma que estes contratos são irregulares, que serão rompidos e que o governo enviará para essas escolas o valor para contratação, assim, cada escola fará a sua gestão financeira e do corpo docente. A APP-Sindicato cobrou que esses(as) educadores(as) (2,1 mil professores(as) e 730 funcionários(as), entre Educacional I e Educacional II) sejam mantidos(as) até dezembro, conforme prevê o edital de contratação pelo regime PSS.

Perseguições – “Eu sou um desses casos de perseguição. Venho de um colégio onde há dois processos em que isso fica muito claro: o meu, se trata de uma denúncia anônima sobre eu ter falado sobre o direito à greve na sala dos professores, para um grupo de colegas. O segundo, de uma pedagoga que foi denunciada sobre desdenhar e apelidar, inclusive publicamente, professores do colégio. Qual o único processo que foi levado à diante? O meu, claro, por questões políticas”, avalia a professora de português Justina de Lara, de Curitiba.

O caso da professora Justina é um dos vários nos últimos dois anos em que professores(as), pedagogos(as), diretores(as) e funcionários(as) estão sendo punidos por manifestarem-se contra o governo Richa (PSDB). O Sindicato cobrou uma análise mais criteriosa da situação e  reversão das medidas punitivas. Os dois secretários presentes na reunião se comprometeram a reavaliar internamente, com o governo, os casos.

Ainda sobre os casos de ameaças à atuação sindical, a APP cobrou e o o secretario Paulo Rossi e a secretária Lucia Cortes levarão à governadora e à PGE o apelo do Sindicato para que a retirada das faltas de greve sejam resolvidas ainda neste mandato – conforme ela também já havia se comprometido a fazer.

Retirada das aulas extraordinárias –  Após uma longa discussão, onde o Sindicato apresentou a impossibilidades dos(as) educadores(as) continuarem trabalhando ameaçados(as) de que, se tirarem licenças para tratamento médico ou estudos perderão o direito a complementar a renda com as aulas extraordinárias no ano seguinte, os secretários se comprometeram a reavaliar as imposições da Resolução de distribuição de aulas.