Análise política aponta dificuldades na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores

“Num país como o Brasil, manter a esperança viva é em si um ato revolucionário” Paulo Freire

Imagem: Acervo APP

A defesa dos direitos dos trabalhadores deverá enfrentar muitas dificuldades no cenário político que se aproxima, em 2019. A análise é da Secretária de Finanças da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Rosilene Corrêa Lima, durante palestra no segundo dia de reunião do Sistema Diretivo do Sintero, em Porto Velho, na sexta-feira (07)

A palestra tratou sobre a atual situação política brasileira, com a eleição de um novo presidente da Republica que não tem, na sua plataforma política, nenhum compromisso com a classe trabalhadora. De acordo com Rosilene o presidente possui um conjunto de ideias conservadoras e retrógadas, como o fim do Ministério do Trabalho, que
não beneficiam a classe dos trabalhadores. Outro ponto discutido foi o congelamento de verbas dedicadas à educação durante 20 anos, feito ainda no governo de Michel Temer.

Também foram feitas duras críticas ao projeto de lei “Escola sem Partido”. “Querem legitimar uma prática educacional que nós tanto combatemos. Defendemos uma escola laica e plural, uma escola onde os nossos meninos e meninas aprendam a respeitar as diferença dos outros e as diversidades que temos tanto dentro da sala de aula, quanto mundo afora”, disse.

A secretária de Finanças da CNTE também falou da postura de aversão que tem sido criada para desmoralizar os sindicatos. “A figura dos sindicatos simboliza a organização dos trabalhadores, ou seja, são aqueles que são resistentes, que vão para as ruas, que defendem aquilo que acham certo. Então os sindicatos materializam a nossa resistência”, falou.

Em sua participação, a presidente do Sintero, Lionilda Simão de Souza, comentou sobre o momento delicado que o Sindicato deve enfrentar a partir do próximo ano. “Precisamos adotar estratégias para fortalecer o nosso Sindicato. Desta forma, devemos estudar o momento, e citando falhas e erros, como o comodismo. Por isso, estudar o momento é a nossa prioridade”, concluiu.

Editado de: CNTE | Sintero-RO