AFRONTA! Richa condena educadores por aderirem à greve

Servidores foram punidos injustamente com suspensões de até 60 dias

Na semana em que se despede do Palácio Iguaçu o governador Beto Richa (PSDB) afronta novamente os direitos dos(as) educadores(as) paranaenses. Dois professores de Apucarana foram suspensos pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) por serem favoráveis e aderirem à greve legal da categoria.

A resolução com a decisão do Processo Administrativo, assinada pela Secretária da Educação Ana Seres Trento Comim, foi publicada no dia 2 de abril punindo os servidores João Luiz Calegari, atualmente na função de diretor do colégio Estadual Nilo Cairo e Edmilson Rodrigues da Silva, professor no Colégio Estadual Prefeito Carlos Massareto, com suspensões de 60 e 30 dias respectivamente. Afastados de suas funções, os educadores ficam sem salário a partir desta quinta-feira (5).

De acordo com a Seed, ao aderir à greve, os servidores teriam infringido artigos da Lei n.º 6174/70, que estabelece o regime jurídico dos funcionários civis do Poder Executivo do Estado do Paraná.

A APP Sindicato há tempos denuncia a perseguição e violência do governo Richa e da Secretaria de Educação sobre professores(as) e funcionários(as). “Além de não pagar o que deve, deixar as escolas em situação precária, punem os educadores coma suspensão de salários. É uma afronta contra nós e contra a população. Tal atitude não cabe em um regime democrático onde as pessoas têm constitucionalmente garantidos o direito de manifestação e o direito de greve”, lembra o presidente da APP, professor Hermes Leão.

O Departamento jurídico do Sindicato, que já acompanhava o caso na esfera administrativa, analisa o caso para tomar as medidas judiciais cabíveis. “Vamos até às últimas consequências para garantir a estes e outros professores e funcionários o direito ao salário digno e condições de trabalho”, conclui Hermes.