1% não: chega de calote, governadora pague a data-base

Cresce a pressão dos(as) servidores(as) pela retomada do pagamento

Foto: APP-Sindicato

Inconformados(as) com o anúncio de apenas 1% de data-base, educadores(as) e outras categorias do Poder Executivo reivindicam isonomia e intensificam a mobilização por esse direito. Depois de mais um dia de pressão acirrada e muita luta, nesta terça-feira (26), deputados(as) adiaram novamente a votação dos projetos de lei que concedem a reposição de 2,76% para apenas algumas categorias do funcionalismo público do Paraná.

Já no começo da tarde, dirigentes da APP-Sindicato, representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e do funcionalismo da segurança pública, acompanharam a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), convocada para analisar a mensagem enviada pela governadora Cida Borghetti (PP) com apenas 1% de data-base.

A pedido dos(as) servidores(as), os(as) deputados(as) adiaram a apreciação na Comissão, o que permite mais tempo para cobrar o governo. Na sequência, a categoria fez plantão nas portas de acesso ao plenário para dialogar com os(as) parlamentares. Com a pressão, os projetos dos outros poderes foram adiados para a próxima quarta-feira (04).

Governadora, DeCida: Data-base já, 1% não! – Após mais de duas semanas de reuniões, mobilizações e debates com o governo e deputados(as), os(as) trabalhadores(as) continuam a luta pela retomada do pagamento da data-base, congelado desde 2016 pelo ex-governador Beto Richa (PSDB).

A governadora Cida Borghetti prometeu fim ao calote, mas seu anúncio nessa segunda manteve política semelhante ao seu antecessor. As previsões pessimistas de arrecadação apresentadas pelo governo foram derrubadas pelos estudos orçamentários do economista do FES, Cid Cordeiro.

O governo tem dinheiro e não existe impedimento legal para a retomada do pagamento da data-base. Somando os últimos anos sem reposição da inflação, a categoria sofre com quase 12% de perdas salariais. Só no último período, o percentual é de 2,76%.